Importância do magnésio

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Alessandra Nunes

 
O corpo humano necessita de diversos nutrientes para o funcionamento pleno, e um dos principais é o magnésio (Mg). Ele é encontrado nos ossos, músculos e em menor quantidade no sangue. É importante para a formação da estrutura óssea e para o funcionamento  normal dos sistemas nervoso, muscular e endócrino.
 
O magnésio é peça fundamental no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, para que ocorra a quebra e transformação destes nutrientes em ATP (Adenosina Trifosfato), e para que a molécula de ATP libere a energia necessária para as reações bioquímicas que mantêm o corpo em funcionamento. 
 
Ao envolver-se no processamento dos carboidratos, o Mg tende a viabilizar a diminuição de glicose livre no sangue, auxilia a modular o transporte do nutriente, evitando a sobrecarga do pâncreas para produção da insulina, além de estar envolvido na própria fabricação da insulina. Há também envolvimento do magnésio na produção do ácido clorídrico estomacal, importante para absorção de nutrientes nesta região.
 
Porém, uma das atuações mais importantes do elemento é na contração e relaxamento do tecido muscular, participando do transporte de potássio para as células, e atuando em conjunto ao cálcio, sinergicamente ou antagonicamente, dependendo de suas concentrações. Por isso evita tremores, cãibras e ajuda na recuperação muscular evitando a fadiga, pois também bloqueia o excesso de estimulação pelo cálcio nas células. Consequentemente ajuda, ainda, a diminuir a hipertensão arterial e melhorar o fluxo da circulação sanguínea, pois atua relaxando as paredes dos vasos e equilibrando os batimentos cardíacos. 
 
Tem também importante ação antioxidante, combatendo os radicais livres. É essencial para a síntese de neurotransmissores como a serotonina, dopamina e noradrenalina, que regulam sensações de prazer e estresse. E age sobre o sistema endócrino, principalmente associado ao paratormônio (PTH), participando da ativação da vitamina D, na saúde e formação dos ossos. 
 
Estudos realizados no Brasil demonstram que a ingestão média de magnésio pela população adulta é menor do que o recomendado (que é em torno de 400 a 420 mg). Sua deficiência pode gerar problemas importantes. A hipomagnesemia (deficiência de magnésio) causa sintomas como fraqueza, alterações neurológicas, espasmos musculares, cãibras, tremores e perda de apetite. Em situações mais graves pode ocasionar taquicardia, convulsões e disfunções no sistema neuromotor. A falta pode ocorrer por ingestão insuficiente ou por algum problema gastrintestinal ou renal (locais onde ocorrem absorção e reabsorção do magnésio), que prejudiquem a absorção adequada ou faça sua excreção em excesso. O diagnóstico é feito por meio de uma simples dosagem do mineral no sangue, e confirmada a deficiência, o médico e o nutricionista precisam ser consultados. 
 
O uso excessivo de bebidas alcoólicas, carboidratos refinados, gorduras saturadas e alimentos ricos em fosfatos como refrigerantes, podem interferir na absorção do mineral.
Porém, muitos alimentos naturais e enriquecidos são boas fontes, fazendo com que a partir de uma dieta balanceada atinja-se a meta com facilidade. Por isso, inclua frequentemente em seu cardápio: abacate, nozes e outras oleaginosas, leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico, soja), peixes como salmão e atum, chocolate amargo e sementes de abóbora.



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