Causa animal

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Marcela Ibelli

Eles não sabem pedir ajuda nem exigir direitos. Os animais precisam dos humanos para tudo, até garantir vida digna. Nos últimos anos, a massa de políticos que defendem a causa têm ganhado corpo, voz ativa. Nas recentes eleições para prefeitos e vereadores alguns nomes da região se destacaram tanto com propostas para os bichinhos que venceram nas urnas com, ao menos, 21.443 votos. A partir de 1º de janeiro de 2021, os eleitos vão poder colocar em prática tudo o que prometeram nas campanhas. É assim que se espera, mas cabe a todos nós fiscalizar. Destaquei cinco vereadores e suas principais metas para melhorar a causa animal no Grande ABC:

Pery Cartola (PSDB), em São Bernardo (8.865 votos) – Reeleito pela terceira vez, vai priorizar a abertura do primeiro hospital veterinário público da cidade. Segundo ele, está prevista para o início de 2021. Cartola também luta pela Unidade Básica de Saúde móvel, a farmácia popular e banco de ração. “Há 12 anos, quando comecei meu trabalho na causa (após a morte da sua cachorrinha e de ter sido mal atendido), sofria preconceito, era marginalizado pela classe política que dizia que cachorro e gato não votam. Mas, ao longo dos anos e com a concretização do trabalho, conquistei coisais importantes e me sinto feliz que a categoria está muito bem representada na região após as eleições deste ano”, conta.

Dr. Ana Veterinária (DEM), em Santo André (4.908 votos) - Ana Lucia Ferreira Oliveira Meira é médica veterinária há 16 anos e trabalha na causa animal há mais de 20 anos. “Minha principal proposta está pautada em políticas públicas”, explica a vereadora, que ressalta não fazer resgates, mas ajudar os protetores. Seu objetivo é aumentar o número de castrações gratuitas (hoje são 300 por mês), trabalhar o cuidado com os animais nas escolas e punir quem maltrata, como exigir que o agressor arque com o custo de lar temporário até uma adoção. Em Santo André, também deve sair do papel hospital municipal veterinário.

Alessandro Martins (PDT), em Mauá (4.548 votos) - Vereador mais votado na cidade, vai focar no aumento dos procedimentos para atendimento na Upa animal e na maior quantidade de castrações gratuitas no município. “É necessário que haja exames gratuitos e que os dias e horários de atendimento na Upa sejam ampliados”, diz. Martins é protetor atuante da causa animal há 10 anos e o interesse político, segundo ele, surgiu justamente para ampliar seu campo de atuação na área. “Tudo depende da política. Precisamos fiscalizar o que já conseguimos e lutar por mais. Vejo que a realidade da causa animal está mudando para melhor”, comemora.

Ubiratan Figueiredo da ONG (PSD), em São Caetano (1.987 votos) – Além de ter fundado a ONG SOS Cidadania Animal, conseguiu colocar em prática, nos últimos quatro anos, vários projetos da causa. Ao ser reeleito, vai focar na meta principal de 2021 que é abrir um hospital veterinário público na cidade, além da criação da Diretoria de Saúde e Bem-estar Animal. Já protocolou a criação da farmácia popular, implantação de delegacia de maus tratos, UBS Animal, abrigo municipal, entre outras ações. “A proteção animal sempre fez parte da minha vida. Quando olho fotos antigas, me deparo com as histórias destes anjos que cruzaram meu caminho e tive o prazer de ajudar.“

Amanda Nabeshima (PTB), em Ribeirão Pires (1.135 votos) – É a primeira vez que Amanda vai atuar na política, mas desde a adolescência luta pelos animais. Ela também percebeu que conseguiria ajudar mais os bichinhos e seus protetores se participasse da máquina pública. A vereadora vai lutar, principalmente, para o funcionamento de um castramóvel todo equipado para o procedimento. “A falta de políticas públicas para os animais abandonados em Ribeirão Pires resulta em superpopulação, tornou-se questão de saúde pública. Mais que tirar de animais de rua, após muitos anos envolvida em resgates, cheguei a um ponto que se não tivesse força direta do poder público, continuaria enxugando gelo literalmente na proteção. Tenho muitos projetos, sendo eles efetivos, e não mirabolantes como muitos estão fazendo, tenho pé no chão, com projetos que em quatro anos de fato aconteçam com apoio do poder executivo e quem sabe em oito anos os maiores que almejo também se concretizem”, diz.

 

 

 

 

 

 

 




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