Linguagem universal

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Marcela Munhoz

 Difícil quem não guarde lembrança de alguma animação que tenha marcado a infância. Só no Brasil são 100 anos de história. A cada ano que passa a arte ganha o apoio de novas tecnologias, espaço para ser exibida e talentos inacreditáveis por trás dos traços, das tramas e dos personagens. Também conta com festivais para sua divulgação. O brasileiríssimo Anima Mundi, um dos mais aplaudidos de todos, está completando 25 anos. Desembarca hoje em São Paulo – e segue até domingo – para verdadeira maratona animada.

“Praticamente todo mundo consome animação, que está presente em todas as mídias, lugares. A arte ganhou impulso na virada do milênio, quando veio a internet. Hoje é linguagem universal”, comenta Marcos Magalhães, um dos dos quatro diretores e idealizadores do festival. “Trata-se de uma edição especial em que vamos mostrar a animação com 100 anos, mas com corpinho de 25”, brinca.

O evento vai contar com a exibição de 470 filmes, produzidos em 45 países diferentes, em pontos como o Caixa Belas Artes, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural de São Paulo e a Cinemateca Brasileira. Muitas entradas são gratuitas ou a preços populares. Além das mostras competitivas e não competitivas, entre outras atividades, serão realizadas palestras, mesas redondas e exposição.

No Papo Animado, por exemplo, os participantes terão a chance de fazer perguntas a grandes nomes da animação, como Michael Dudok (vencedor do melhor longa de 2016 do festival com Pai e Filha) e Robert Valley (indicado ao Oscar por Cidra de Pêra e Cigarros).

As produções que entraram na grade vão agradar pessoas de todas as idades, não só as crianças. “Antes, a animação mostrava bichinhos e era mais para o público infantil. Hoje é usada para questionar a realidade, filosofar e tratar de assuntos sérios. Contamos com todos os tipos de temas de filmes premiados, de grandes estúdios, e também trabalhos de gente nova, que é capaz de produzir coisas tão boas quanto”, analisa Magalhães.

NÃO DEIXE DE VER
Entre os destaques do Anima Mundi 2017, segundo o diretor, está o curta Negative Space, de Ru Kuwahata e Max Porter, da França, que ganhou o prêmio máximo no Rio de Janeiro e se garantiu no Oscar em 2018, além de faturar R$ 15 mil. Também vale a pena ficar de olho no venezuelano Pequeños Heroes e na mostra especial das produções canadenses (atente para Window Horses).

Também estão sendo aguardadas a visita de Robert Feng, designer da vinheta de abertura da série Game of Thrones, e a exibição do trailer do longa brasileiro Lino, de Rafael Ribas. Mais informações sobre o festival e a programação completa podem ser conferidas no www.animamundi.com.br.




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