Pizza de padoca

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Karine Manchini

Os grandes apreciadores de pães e pizzas dirão: todo dia é dia de degustar essas obras-primas da culinária. E estão certos. Mas, como registro, elas ganharam duas datas específicas neste mês. Hoje é comemorado o Dia do Panificador, profissional responsável pela criação das saborosas massas, especialmente, as dos pães. E, na segunda-feira, são as famosas redondas que viram as estrelas da vez. O Dia da Pizza se deve à celebração do primeiro festival em sua homenagem, que aconteceu em São Paulo em 10 de julho de 1985.
 
E a tradicional paixão por pão e pizza não poderia ser melhor representada do que o ritual de comer pizza na padaria. Tem gente que não abre mão. É o caso dos professores João Ferreira, 43 anos, e Janaína Galvão de Lima, 38. Eles frequentam a Vitória Régia, em São Bernardo, há uma década. Para eles, manter o hábito de experimentar diversos sabores em várias fatias é a vantagem de degustar no balcão. “Vejo como uma chance de relaxar, de conversar sobre o que aconteceu no dia após o trabalho. Além disso, tem a facilidade de não ter que preparar comida em casa”, explica Janaina.
 
Já Silvana Martão, 55, atendente de biblioteca, diz que a vantagem da pizza de padoca é curtir momentos em que pode ficar sozinha. “As minhas favoritas são a de salmão e a de rúcula com tomate seco. Depois de comer, ainda posso comprar pão e docinho”, conta. O gerente Clóvis Quirino dos Santos, da Vitória Régia, lista mais um diferencial: “Se não tiver a pizza que o cliente gosta, pedimos para fazer na hora, desde que o sabor esteja no cardápio.”
 
Não faltam opções de onde comer na região. De acordo com dados do Sipan ABC (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André), são 945 padarias. Das que vendem pizzas no balcão, se destacam a Central e a Portugal, em Santo André, a Kennedy, em São Bernardo, e a Samara, em São Caetano, para citar algumas.
 
Em relação ao número de pizzarias, passam das 400 “sem contar com os deliverys”, segundo Roberto Moreira, presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC). Diana Santos, proprietária da PizzAlegre, em São Caetano, garante que há público fiel para esse mercado. Ela, que lida com pizza há quase dez anos, conta que as mais pedidas são muçarela e portuguesa. Em média, fazem de 800 a 1.000 discos por mês.
 
Entre os restaurantes mais tradicionais estão nomes como a do Gino, em São Bernardo, e Casa Antiga e Jóia, em Santo André. Para Moreira, as pizzas de''padocas dão mais opções de trabalho para os pizzaiolos e reforçam a relação carinhosa que as pessoas têm com o prato. “A pizza agrega por ser algo mais informal.”
(Colaboraram Marcela Munhoz e Vinícius Castelli)



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