Beleza a cada canto

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Vinícius Castelli

Se alguém lhe disser que nada é como Veneza, acredite. Não é à toa que é pitoresca, ímpar. Quando ela é retratada em obras de arte ou até mesmo nos filmes, podemos até questionar se é realmente tudo aquilo. Mas a cidade do mercador e explorador Marco Polo (1254-1324), para a felicidade de quem a conhece, é sim tudo aquilo e muito mais.

A cidade italiana situada na região do Veneto, Nordeste do país, é peculiar, romântica, mas serve também para aventureiros solitários. Lá, tudo parece ser obra de arte e o tempo dá a impressão, literalmente, de ter parado. Formada por 177 canais, ela conta com 400 pontes ao longo de suas 118 ilhas.

Para chegar em Veneza, de quem já está na Itália ou outro país da Europa, boa opção é o trem (www.trenitalia.com), com parada na Estação Santa Lucia. Avião também é opção, já que a região é servida pelo Aeroporto Internacional Marco Polo. Há ônibus do local para a cidade (Praça Roma).

Em Veneza os carros não circulam, pois a cidade é rodeada por água. O transporte público é o vaporetto (ônibus-barco), portanto, cuidado com a quantidade de malas. É da Praça Roma que partem as conduções para as diversas ilhas. Aliás, esta já é uma ótima maneira de começar a se apaixonar pelo local. O vaporetto corta todo o Grande Canal (Grand Canal). Encante-se sem pressa quantas vezes precisar.

Dona de ruelas e canais encantadores, Veneza pode até parecer local para ser apreciado em um dia. É verdade, até dá. Mas com certeza vale o investimento de mais tempo, já que suas atrações vão muito além do que oferece a Piazza San Marco, no coração da cidade. Aliás, é nela que pode começar o roteiro para gastar calçados. É na praça que se encontra a Basílica de San Marco (www.basilicasanmarco.it), erguida no ano 828 com estilo que mistura traços bizantino e gótico. Impossível não se encantar com suas cúpulas. No alto da basílica quatro cavalos de bronze guardam a praça em frente. Há, além de tudo, em seu interior, um museu a ser apreciado. A entrada é gratuita na basílica, mas as atrações internas são pagas.

Na mesma praça há o Palazzo Ducale. Antigo local dos Doges (dirigente máximo) da República de Veneza e hoje um museu, é o retrato estampado do que é a arquitetura gótica. Visite e apaixone-se por obras do pintor veneziano Tintoretto (1519-1594). Abriga ainda as estátuas de Netuno e Marte, ambas assinadas por Jacopo Sansovino (1486-1570). Vale apreciar também a escadaria dos Gigantes, onde eram realizadas formalidades com os Doges.

Além dos milhares de turistas – principalmente no verão – a Piazza San Marco é dona ainda de duas torres belíssimas. Uma delas é a dell”Orologio, do século 14. A vista, mesmo de fora, vale a pena, mas quiser conhecer o relógio de perto deve desembolsar cerca de R$ 50 (www.torreorologio.visitmuve.it).

A outra é a Campanário (Campanile), que guarda cinco sinos e tem 98 metros de altura, além de uma vista para não se esquecer jamais. Começou a ser construida no século 9. Em 1902 sofreu desmoronamento, mas foi refeita. Vale a visita e o investimento. 

Murano e Burano são boas opções

Ao redor de Veneza estão duas ilhas que valem a visita e têm acesso por vaporetto. Elas são Murano e Burano e ambas podem ser ‘exploradas’ em meio dia. A primeira delas, cujo transporte público – em trajeto que dura cerca de 30 minutos – parte da Estação San Zaccaria, é muito conhecida por seus cristais. 

Simpática, tranquila e pequenina, Murano oferece arquitetura de tirar o fôlego. Assim como a vizinha Veneza, conta com seus canais e charme, em menor escala, é claro. Aproveite a caminhada para tomar um café em um dos locais aconchegantes e também para visitar a igreja Duomo di Murano Santi Maria e Donato, cuja construção data do século 7.

Ainda na ilha, vale ver o Museu do Vidro (www.museovetro.visitmuve.it). A entrada custa em média R$ 35 por pessoa. No palácio, além das peças, a visita vale também pela vista oferecida do primeiro andar do local para o Canal de Murano. Imperdível. Para quem for comprar cristais, atente-se, pois não são todas as lojas que, de fato, vendem peças realmente fabricadas em Murano.

Burano, com casas lindas e coloridas, também merece ser visitada. Ótimo para quem quer esquecer que há um ‘mundo lá fora’. Se bater a fome, um dos locais mais disputados para fazer as refeições é o Gatto Nero (www.gattonero.com), aberto desde 1946. A cidade é conhecida pelo trabalho feito com rendas e também por seus biscoitos.

 




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