Monarca com espírito urbano

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Luis Felipe Soares<br>Do Diário do Grande ABC

 A reinterpretação da história sobre do mito do Rei Arthur, monarca que comandou a Inglaterra entre os séculos 5 e 6, é a próxima grande aposta da Warner Bros Pictures. O conteúdo sobre o icônico personagem está nas mãos do ator Charlie Hunnam, que busca revelar a parte mais humana do homem que precisa retomar o trono do tio usurpador ao mesmo tempo em que estrela um aspirante a blockbuster. Todo esse trabalho está em Rei Arthur: A Lenda da Espada, que estreia nos cinemas brasileiros na quinta-feira.
“Um dos benefícios de ter crescido na Inglaterra é que o tema é uma leitura requisitada. Li muito sobre isso na infância de maneira natural. Sabia que a lenda era mais um processo”, explica o ator, que também buscou inspiração no filme Excalibur (1981). “No meio da cultura de fazer filmes, é quase que já esperado que se crie um certo nível espetacular em torno de uma produção com essa escala. É excitante e muito divertido de se fazer, mas, intimamente, pode não parecer tão empolgante para uma pessoa criativa. O desafio é tentar fazer um balanço entre o espetáculo de ação com o que há de substancial.”
Deixando o reino de Camelot de lado, Hunnam está pela primeira vez no Brasil para promover o longa-metragem. Ontem pela manhã, participou de sessão de fotos e conversou com representantes da imprensa de diferentes pontos do País. No domingo, foi ao Allianz Parque, onde interagiu com as mascotes do time da casa antes da partida entre Palmeiras e Vasco, pelo Campeonato Brasileiro – ele não viu o jogo. “Na verdade, não gosto muito do esporte. Jogava futebol no videogame e sempre escolhia o Brasil por ser o melhor time. Cresci em Newcastle e, lá, o esporte é como uma religião, algo parecido com aqui. Curto mais artes marciais mesmo”, revela.
A carreira do ator de 37 anos tem tido desafios. Além de estrelar Sons of Anarchy – elogiada pela crítica e encerrada em 2014 –, o rapaz se envolveu em dramas (Filhos da Esperança), épicos geeks (Círculo de Fogo) e filmes de terror (A Colina Escarlate). Seu nome explodiu quando foi anunciado como a versão em carne e osso de Christian Grey, mas acabou desistindo da adaptação da cinessérie Cinquenta Tons de Cinza por motivos pessoais.
Ele confessa que os passos na profissão levam em conta a presença dos diretores. Alfonso Cuarón, Guillermo Del Toro e, agora, Guy Ritchie, estão no currículo. “As pessoas podem não saber, mas um ator tem muito pouco a dizer dentro do processo. Temos liberdade para desenvolver os personagens, mas o fazemos em um set completamente controlado pelo diretor e é onde a interpretação toma forma. Depois procuro um roteiro que se mostre interessante e tenha algo a dizer.” Arthur pareceu ter o que falar além de sua lenda.




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