Abram-se as cortinas

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Miriam Gimenes

O intelectual Antonio Houaiss (1915-1999) ficaria orgulhoso. O teatro que leva seu nome, o Municipal de Santo André, além de ser querido pelos moradores da cidade, é um dos mais requisitados no circuito nacional. Inaugurado no dia 13 de abril 1971, com a apresentação da peça Guerra do Cansa Cavalo, de Osman Lins, de lá para cá inúmeros atores renomados já passaram pelo seu palco.

Um deles foi Antonio Fagundes que, à época que encenou Tribos no teatro, em 2015, disse ao Diário adorar a arquitetura do prédio, o “único com três palcos”. Com o tempo, no entanto, o espaço, como tudo que é bastante usado, precisa de reparos.

Por isso, há pouco, o tablado passou por reparo, conforme a equipe de reportagem constatou in loco. “Na reforma em 2013 refizeram as cadeiras, os pisos foram trocados, a pintura, mas ficou faltando essa parte do palco, que só foi concluída agora”, diz o cenotécnico do teatro, Eduardo Elias de Moraes.

Mas ainda falta muito para que o Municipal fique 100%. Um dos problemas que geralmente o público reclama, inclusive nas redes sociais, é a quentura do espaço. “O nosso ar-condicionado é de 1970. Foi feito algo em 2004, mas o sistema de ventilação continua o mesmo, precisa rever isso. As máquinas não suprem a necessidade quando tem público e está tudo aceso”, admite Eduardo. Os únicos pontos que ainda estão funcionando a todo vapor são as partes técnica e acústica. “E por isso ele continua sendo um dos teatros mais procurados do Brasil.”

A secretária de Cultura, Simone Zárate, também reconhece os problemas pontuais do teatro. “Um deles é de infiltração. Fizemos um diagnóstico e temos de fazer os reparos, que custam um dinheirão e estamos em um momento de orçamento apertado.” Segundo ela, uma das formas de custear com a ajuda da Lei Rouanet. “Estamos entrando em contato com algumas pessoas para fazerem um projeto e encaminhar para o Ministério da Cultura.” Segundo ela, a reforma completa custaria cerca de R$ 6 milhões. “Só faremos isso se houver patrocínio, se o ministério liberar recurso do Fundo Nacional de Cultura ou por meio da Rouanet”, conclui.

Reformas pontuais, como a de iluminação de segurança, já estão sendo feitas. Também foi trocada toda iluminação do painel Tríptico, no saguão do teatro, custeado pela contrapartida do empréstimo da tapeçaria de Burle Marx, que foi para exposição nos Estados Unidos no ano passado. 
 




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