Viagem no universo da fantasia

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Vanessa Soares<br>Do Diário do Grande ABC

 O romancista francês André Maurois disse certa vez que “a leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde”. Ler nos transporta para universos inimagináveis e cria um mundo de fantasia e magia, como se fizessemos parte da história que está sendo lida. É como viajar para o desconhecido sem sair do lugar.
O escritor de São Bernardo Felipe Pan, 31 anos, descobriu a beleza da leitura há muito tempo, quando tinha 10 anos. A paixão pelos livros despertou nele o desejo de também contar histórias e, por isso, lança agora seu segundo livro, Alec Dini e o Vórtice do Tempo (Ed. Lendari, 225 páginas, R$ 35, em média).
Na trama, o jovem Alec Dini é misteriosamente transportado para o futuro sem saber dos perigos que o aguardam. Seu vilarejo está em perigo e ele e seus amigos agora são caçados por um clã de guerreiros, que tentam a todo custo obter o estranho poder do menino.
Muito mais do que uma fantasia infantojuvenil, Alec Dini e o Vórtice do Tempo fala de amizade, coragem e magia. Além disso, o pano de fundo da trama são diversas lendas celtas e arturianas do Reino Unido, Irlanda e França, uma grande paixão do autor. “Sou fascinado pela história do Rei Arthur. Antes era apenas um hobby e depois de publicar meu primeiro livro, em 2009, comecei a pensar em outro assunto para um próximo livro. Decidi que queria escrever sobre isso e fui pesquisar o assunto a fundo”, conta Pan em conversa com o Diário.
O escritor diz ainda que a história de Alec e seus amigos não termina nesta publicação. “Estou na metade do segundo livro. A intenção é que seja uma saga de pelo menos seis livros. Mas algumas ideias podem mudar pelo caminho, então não tenho como ter certeza. É apenas uma referência”, explica.
Originalmente a história de Alec Dini neste primeiro livro da saga foi escrita em inglês. Formado em Letras, Tradução e Intérprete pela Universidade Metodista, de São Bernardo, parte da pesquisa que o autor realizou sobre as lendas arturianas foram em inglês. “Acabei importando muito material. Também viajei para o Reino Unido por conta dessa imersão na cultura celta. Já tinha tudo organizado e achei mais produtivo escrever em inglês”, comenta. No entanto, se engana quem pensa que a história foi apenas traduzida. “Escrevi uma versão em Português. Não queria que parecesse tradução.”, afirma.
Para quem tiver interesse em adquirir um exemplar, a publicação já está em pré-venda no site da editora (www.lendaristore.com.br), mas só será lançada oficialmente na Bienal do Livro 2017, em Agosto, no Rio de Janeiro.
Até lá, a ansiedade toma conta do autor. “Estou bem animado. Me dediquei bastante tanto na escrita quanto na divulgação do livro”, finaliza.




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