Jogado aos seus pés

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Miriam Gimenes

Com ele não tinha meio- termo: era tudo ou nada mais. Exagerado, não titubeava em cantar o amor, mesmo que ele fosse inventado. E foi com essa sua personalidade singular – e seus poemas atemporais – que Cazuza (1958-1990) ganhou o País na década de 1980 e conseguiu permanecer vivo na música popular brasileira.
 
 
A fim de homenageá-lo, foi criado o espetáculo Exagerado – Tributo a Cazuza, que será apresentado neste fim de semana no Teatro Municipal de Santo André. O cantor é interpretado por Valério Cazuza, que há 12 anos trabalha como cover do carioca. No palco, ele interpreta as duas fases artísticas de Cazuza: quando estava à frente do Barão Vermelho e o sucesso da carreira solo. “A maturidade é a principal diferença entre essas duas fases. Creio que a dor da doença que portava (vírus HIV) o tenha tornado mais maduro, com mais responsabilidade social, afinal, aprendemos pela dor ou pelo amor”, diz Valério.
 
Segundo ele, a proximidade dos dois vai além do físico. “A semelhança na voz é o primeiro passo para se construir um personagem de um cantor, mas, além disso, acho que temos outras coisas em comum, como o jeito despojado, gostar de gente, seja pobre ou rico, e esse espírito de menino, o que o levou a ter o apelido de Cazuza.”
 
O tributo é composto de grandes sucessos como Bete Balanço, Ideologia, O Tempo Não Para, Codinome Beija-Flor, Exagerado, entre outros.

Exagerado –Tributo a Cazuza – Musical. 
Teatro Municipal de Santo André
Praça 4° Centenário. Amanhã (20h30) e domingo (19h).
Ingressos: R$ 80 e R$ 40 na bilheteriaexpress.com.br 



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