Elementar, meu caro Bandeira

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Vanessa Soares Oliveira

 Nunca é tarde para se arriscar, para tentar algo novo e se aventurar por novos caminhos. Que dirá o escritor Pedro Bandeira que, após 40 anos contando histórias para o público infantojuvenil – e com maestria inquestionável – agora resolveu se divertir com um romance policial para ‘marmanjos’.

Sua nova obra, Melodia Mortal – Sherlock Holmes Investiga as Mortes de Gênios da Música (Ed. Fábrica 231, 256 páginas, R$ 29,50, em média), foi escrita em parceria com Guido Carlos Levi, que acaba de chegar às livrarias. Será lançada em São Paulo no dia 19, a partir das 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073). A entrada é gratuita. O livro combina música, história e ciência em uma narrativa policial que resgata o detetive Sherlock Holmes e seu braço direito John H. Watson, personagens criados por Arthur Conan Doyle em 1887.

Em conversa com o Diário, Bandeira conta como tudo aconteceu. “O desejo de escrever para o público adulto surgiu em conversa com um amigo querido (coautor da obra). Médico, fanático por música, ele me falou que estava pesquisando a causa da morte de diversos compositores famosos com base na medicina atual. E eu me diverti muito ressuscitando Sherlock Holmes e inventando histórias fabulosas vivenciadas no século 19”, afirma Bandeira.

Além dos personagens clássicos de Doyle, outras figuras conhecidas aparecem de forma especial na narrativa como Sigmund Freud e George Bernard Shaw, entre outras referências de clássicos da literatura policial e de mistério, da música e do cinema. Entre outras curiosidades, o título também faz um trocadilho com o filme da década de 1950, Melodia Imortal, que mostrava a vida do compositor norte-americano Eddie Dushin.

Apesar de ser classificado como literatura para adulto – vale ressaltar que o livro não possui nenhum conteúdo impróprio para menores – o leitor mais jovem também vai gostar. “Chamo de adulto porque meu leitor básico tem 13, 14 anos e o livro tem referências de coisas que ele ainda não sabe o que é”, explica.

A expectativa para o lançamento é a melhor possível e Bandeira deixa isso claro. “Tenho leitores que me acompanham desde o início e hoje têm 25, 30 anos. Eles vão querer ler esse livro, vão me mandar e-mail e eu vou me divertir”, acrescenta. E o autor não descarta continuar escrevendo para o público mais velho e dar sequência na história com Sherlock Holmes. “Por quê não?”, finaliza.




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