Blues que corre nas veias

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Vinícius Castelli

O blues e o rock surgiram na vida de Bruno Giacomazzi por meio de seu pai, que lhe apresentou a música feita por artistas como Eric Clapton, B.B. King, Jimi Hendrix e Jimmy Page. De lá para cá, a paixão só aumentou. A primeira guitarra caiu em seu colo em 2009, aos 12 anos. Hoje, aos 20 – Giacomazzi faz 21 na terça-feira –, seus dedos passeiam pelo instrumento com feeling e a certeza do que está fazendo. O artista de São Bernardo coleciona experiência de três meses pela Europa com shows e jams na Inglaterra, país que exportou para o resto do mundo bandas como The Rolling Stones, The Who e, claro, The Beatles.

Giacomazzi também experimentou palcos como os do Ain’t Nothin’ But Blues, no Centro de Londres, e do histórico The Cavern Club, em Liverpool, onde os Beatles tocaram muitas vezes. A Itália não ficou de fora. O artista visitou o país recentemente e já abriu portas para poder retornar.

Sem dúvida do que quer para a vida, o cantor, guitarrista e compositor aposta firme na carreira artística. “Me dedico 100% à música, essa é a minha profissão. Minha família me apoia na minha decisão, porém, sempre existe receio por ser algo muito difícil para se viver”, diz ele.

Fã de guitarras modelo stratocaster e telecaster, e de amplificadores com sonoridade encorpada, o artista lança agora em seu canal no YouTube (Bruno Giacomazzi) clipe da canção Hey Anna. O disco ainda não saiu, mas ele assina as músicas The Blues Will Never Leave My Mind, Psycho Train, Midnight Song e Once Upon A Time In The Highway.

Mais do que o blues, é claro, carro-chefe de sua música, toques country também estão na receita de Giacomazzi, além do rock. Referências como Johnny Winter, Stevie Ray Vaughan e do trio ZZ Top são fáceis de serem encontradas nos acordes do artista da região.

“Essa experiência (da viagem) mudou a minha vida, me fez enxergar a música de outro jeito, me aperfeiçoou positivamente em muitos aspectos musicais. As influências se abrangeram, comecei a buscar mais as raízes do blues, minhas composições começaram a ser mais inspiradas pelo blues e acredito que como guitarrista tenha dado um salto muito grande evolutivamente”, afirma.

Com um punhado de músicas na manga e muito blues nas veias, o jovem artista planeja os próximos passos. Um ou dois discos estão anotados no caderno, porém, segundo ele, tudo isso precisa ser analisado. “Ter uma boa conversa com o meu produtor e fazer alguns cálculos financeiros para averiguar o que é mais interessante de se fazer no momento, para assim encontrar a melhor decisão a ser tomada.”




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