Ace Frehley mostra boa forma em única apresentação no Brasil

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Vinícius Castelli

 Foi com a pesada Rip It Out, canção do disco solo de 1978, que Ace Frehley saudou os fãs em São Paulo, no Tom Brasil, na noite de domingo. Depois de 18 anos de sua primeira e única, até então, passagem pelo Brasil, o ex-guitarrista do Kiss trouxe pela primeira vez ao País seu show solo.

Acompanhado pelo companheiro de longa data Richie Scarlet (guitarra e voz), Chrys Wise (contrabaixo e voz) e Scoty Coogan (bateria e voz), Frehley desfilou, com sua guitarra modelo Les Paul, a quase nova Toys, do disco Space Invader, lançado em 2014.

Mas foi quando revisitou parte do repertório do Kiss que o público esquentou Parasite, faixa que escreveu em 1974, segue fervorosa. A banda se apresentou coesa. Ponto positivo para Snowblind, outra do disco solo de 1978. Pontos negativos para o volume da guitarra, extremamente alto, e o cansativo solo de contrabaixo. Frehley não precisava, mas colocou no setlist temas clássicos e até dispensáveis do Kiss, como Love Gun e Detroit Rock City. Rocket Ride pincelada do lado quatro de Alive II foi boa surpresa.

Frehley mostrou que estar sóbrio – há uma década não usa drogas e álcool – está lhe fazendo bem, tanto que toca melhor hoje do que nos últimos tempos de Kiss, no fim da década de 1990.
Da fase da banda Frehley’s Comet ele apresentou somente Rock Soldiers. Ponto alto do espetáculo foi em Shock Me, primeira música que cantou no Kiss. Teve até espaço para guitarra soltando fumaça durante o solo. No Kiss ou fora dele, Frehley vai bem, obrigado.




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