Mario Adnet apronta disco de inéditas

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Vinícius Castelli

 

 

Arranjador premiado – venceu seis Prêmios da Música Brasileira e Grammy Latino –, o carioca Mario Adnet divide seu tempo com diversos prazeres musicais. Além de mergulhar a fundo na obra de vários compositores como já fez com Tom Jobim, Moacir Santos, Villa-Lobos, Baden Powell e do pianista Luiz Eça, entre tantos outros, o músico agora, após hiato de sete anos sem trabalho autoral, coloca nas prateleiras a partir do dia 9 Saudade Maravilhosa (Selo Sesc, R$ 20, em média), álbum que ganha vida ilustrado por dez composições. O show de lançamento será dia 10, às 21h, no Sesc Bom Retiro (Alameda Nothmann, 185). Ingressos de R$ 9 a R$ 30. Com foco no cancioneiro instrumental, o violonista e produtor diz que o trabalho levou cerca de três meses para ser feito. “Eu tinha pelo menos umas cinco músicas para terminar (ou desistir) e ainda escrever os arranjos para todos”, conta ao Diário.

Elegante, o trabalho tem abertura com Ancestral, faixa com influência afro cujo primeiro esboço surgiu em um sonho – quase acordando – para o artista. Levantou de madrugada, por volta das 4h, para não esquecer a linha do contrabaixo e outras ideias. Outra faixa que se destaca é Cecilia no Parquinho, feita para a neta do artista. Adnet explica que compõe temas instrumentais de forma totalmente livre. “Eu penso na melodia, no ritmo e na harmonia. Música instrumental e cantada, para mim, é a mesma coisa. Eu sempre uso o instrumento pensando em uma voz e vice-versa”, explica.

O quinteto da empreitada, além de Adnet, conta com Marcos Nimrichter (piano), Jorge Helder (contrabaixo), Rafael Barata (bateria) e Eduardo Neves (saches e flauta). Além disso, sax tenor, trompete, percussão, trombone e flauta, entre outros instrumentos, dão brilho ao trabalho com a ajuda de diversas participações especiais, como Aquiles Moraes e Armando Marçal.

Entre os dez temas – oito são autorais – há duas releituras. Uma para Viver de Amor, de Toninho Horta. “Essa música é muito marcante para mim. Me lembro de tomar conhecimento da obra do Toninho Horta por meio do Milton Nascimento”, conta. A outra faixa é um arranjo com tempero brasileiro para o jazz Caravan, do norte-americano Duke Ellington. Adnet conta que suas impressões em Caravan passam obrigatoriamente por Moacir Santos. “Me lembrei que Wynton Marsalis (trompetista norte-americano) considera o Moacir o Duke Ellington brasileiro. Penso em fazer um disco inteiro de Duke Ellington sob esse ponto de vista.”




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