Confusão na entrega de prêmio marca cerimônia do Oscar

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Vanessa Soares<br>Do Diário do Grande ABC

 Contrariando as expectativas, a cerimônia de premiação da 89ª edição do Oscar, realizada na noite de domingo, em Los Angeles, nos Estados Unidos, surpreendeu ao anunciar Moonlight – Sob a Luz do Luar como o grande campeão da noite, após confusão com os apresentadores, que receberam o envelope errado e anunciaram La La Land – Cantando Estações. Além de melhor filme, o longa do diretor Barry Jenkins faturou ainda como melhor roteiro adaptado e ator coadjuvante para Mahersala Ali, que emocionou o público com seu discurso.
A vitória da obra, que narra a vida de menino negro que cresce na periferia e tem de lidar com diversos desafios relacionados a sua raça e sexualidade, quebrou tabus. Após a campanha #OscarSoWhite (#OscarMuitoBranco) realizada por diversos artistas na edição do ano passado criticando a ausência de artistas negros, a premiação bateu recorde ao indicar 20 neste ano.
Mesmo sem faturar o maior prêmio da noite, La La Land – Cantando Estações – indicado em 14 categorias – garantiu seis estatuetas: atriz, para Emma Stone; diretor, para Damien Chanzelle, que se tornou o mais jovem diretor a ganhar o prêmio, aos 32 anos; música original, com a canção City Of Stars; além de trilha sonora, fotografia e design de produção.
Já Manchester à Beira-Mar foi lembrado como roteiro original e ainda garantiu o prêmio de melhor ator para Casey Affleck. O.J.: Made in America, com sete horas e 47 minutos de duração, ganhou como melhor documentário e se tornou o mais longo filme a ser premiado, superando o até então recordista Guerra e Paz, premiado em 1969, com sete horas e sete minutos de duração.
Outro destaque da noite foi o discurso da atriz Viola Davis ao ser lembrada como melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Um Limite Entre Nós.
Entre as outras categorias, Zootopia levou Oscar de melhor animação. O Apartamento – longa-metragem iraniano – faturou como melhor filme estrangeiro. Até o Último Homem garantiu, após 20 indicações sem vitória, a estatueta de melhor mixagem para o engenheiro de som Kevin O’Connel, apelidado como o homem mais azarado do Oscar.




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