Exposição revisitada

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Vinícius Castelli

Um dos espaços mais importantes do Brasil quando o assunto é artes plásticas, o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilloto, de Santo André, completa neste ano 45 primaveras – a próxima edição terá início dia 8 de abril. A estreia foi em 1968. De lá para cá, à exceção de 1977 – único ano em que não foi realizado o projeto –, o salão apresentou ao público vários artistas, muitos deles hoje consagrados, e angariou diversas obras.
 
Hoje, quem quiser reviver, ou conhecer um pouco da história do que é o famoso projeto, tem boa oportunidade com a mostra O Que Está Em Nós: O Salão e a Arte Contemporânea Brasileira, em cartaz até 24 de março no Salão de Exposições do Paço Municipal andreense (Praça 4º Centenário) e com entrada gratuita.
 
A exposição, com curadoria assinada por Nilo de Almeida ao lado de Nice Parajara, resgata obras de todos os anos do salão – uma para cada – e oferece ao visitante oportunidade única de observar o panorama da arte nacional. Ao todo, são 49 trabalhos, sendo que cinco deles são parte do Salão Jovem de Arte Contemporânea – criado em 1978 – de onde os curadores pincelaram obras dos anos 1980 de nomes como Sérgio Romagnolo e Paula Caetano, para citar apenas alguns.
 
Além de celebrar os 45 anos de existência do projeto, a sugestão é mostrar a riqueza do que o Salão já ofereceu e segue oferecendo e também como a arte se pluraliza ao longo dos anos. Segundo o curador, é fácil observar como a arte oferece temperos pop, muda para fotografia, e vai sofrendo várias intervenções ao longo dos tempos. “A ideia é dar essa percepção de passagem do tempo, do abstrato a arte pop”, explica o curador, que ressalta a importância de o salão ser regional, local e nacional.
 
Entre os artistas que ilustram a exposição está Humberto Espíndola, que participou da primeira edição da mostra, com a obra Dialética da Macumba III, criada em 1967. Outro destaque fica por conta da obra Saracura I, do artista plástico da região João Suzuki. A peça dele foi apresentada no Salão de 1972. Em 1975 já surgem no espaço obras com colagens. O trabalho assinado por ninguém menos que a pintora Niobe Xandó é Trabalho III, e fez parte da oitava edição do salão andreense. Arte Naif não fica de fora. Os curadores reapresentam, de 1988, a peça Parque de Diversão, de João Fábio Moskas.
 
Nilo de Almeida destaca também a importância de todo o corpo de jurados ao longo destes anos. “Há um comprometimento da comissão julgadora. O que era contemporâneo em 1968 tem de ser ainda hoje. E não é fácil observar isso. Todas as pessoas que pensam arte no Brasil já foram jurados no Salão de Arte Contemporânea de Santo André”, encerra.
 

O Que Está Em Nós: O Salão e a Arte Contemporânea Brasileira – Exposição. Visitação até dia 24 de março. De segunda a sexta, das 10h às 17h. No Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André – Praça 4º Centenário. Entrada gratuita. 




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