Chileno fã de Gal Costa adia sonho de ver cantora

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Dérek Bittencourt

O adiamento dos shows de Gal Costa e Djavan, que aconteceriam sexta-feira, no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo – e não ocorreram após a Prefeitura indeferir o alvará de funcionamento do espaço – pegou muita gente de surpresa, entre eles o chileno Jorge Inostroza Aquevenque. O engenheiro de 41 anos, morador de Santiago, soube do ocorrido quando chegou ao Grande ABC, no dia do evento.

“Estou decepcionado e um pouco triste. Estava entusiasmado para ver a Gal”, lamentou o estrangeiro, que não tinha mais informações por não ter sido ele a adquirir o bilhete. “Pedi a uma amiga brasileira.” Foi justamente essa amiga quem encorajou o chileno a vir ao País. “Ela me incentivou e me ajudou a comprar as entradas no começo do ano.”

O engenheiro – que ficou hospedado em hotel de São Bernardo e gastou, aproximadamente, R$ 1.300 pela viagem – conhece o trabalho de Gal Costa há, pelo menos, 12 anos. “Soube dela quando estudava em Concepcíon, no Chile, na década de 1990. Ouvia as canções de (Tom) Jobim e Caetano (Veloso) que ela cantava em uma rádio que transmitia jazz e música popular. Fiquei maravilhado com sua voz única. Desde então, Gal faz parte dos meus dias. Sigo a escutando e a reescutando”, conta ele, que diz ter a fita cassete de Bem Bom, álbum de 1985, e o CD de Estratosférica, de 2015.

Quando soube que o show deve acontecer em 1º de abril – mas em outro local – Aquevenque se mostrou entusiasmado. Ele prometeu tentar voltar a São Bernardo para, enfim, concretizar seu sonho. “Tenho o ingresso, afinal.”




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