Sobreviva até a madrugada

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Marcela Munhoz

 Comedores de cérebros, seres assustadores, caminhantes demoníacos. Desde sempre os zumbis fazem parte dos pesadelos de muita gente, mas não de todo mundo. Tem quem curta boa história repleta deles. E apesar do apocalipse zumbi – acredite, existem os que estão se preparando de verdade para esta possibilidade – ser o pano de fundo da série de maior audiência da Fox, eles viram meros coadjuvantes diante de trama tão ‘cabeça’, elaborada e cheia de reviravoltas.

Pelo menos essa é a opinião dos walkers, ou sobreviventes, como são chamados os seguidores de The Walking Dead. Todos estão preparando a pipoca para a estreia da segunda parte da sétima temporada, marcada para esta madrugada, a partir da 0h30, com transmissão pela Fox e Fox Action (com novo acordo, a atração também vai passar na Sky). A torcida é para que a continuação seja mais surpreendente do que a primeira parte, considerada por alguns ‘encheção de linguiça’.

Inspirada em série de HQs escrita por Robert Kirkman – e que circulou pela primeira vez nos Estados Unidos em 2001 –, a trama acompanha grupo liderado por um ex-oficial de polícia, Rick Grimes. Eles se unem para sobreviver ao apocalipse gerado pela invasão zumbi e também precisam lidar com o lado obscuro do ser humano. “TWD não se trata apenas de zumbis e, sim, de como se organizar numa sociedade em caos. Os fenômenos nascem e é muito difícil identificar os pilares”, explica Cristiano Lima, diretor de programação da Fox Networks Group Brasil. Para ele, grande parte do sucesso da história é de responsabilidade de quem está do outro lado da telinha da TV. “Não são só telespectadores, mas fãs. Isso muda toda lógica de experimentar a série”.

SABEM TUDO
O verdadeiro walker realmente sabe tudo sobre The Walking Dead, relembra facilmente os melhores episódios, tem opiniões sobre todos os porquês da trama e elege os personagens que mais se identificam. “Adoro o Derek. Ele é muito parceiro e foi o único que sempre tomou as atitudes pensando no grupo. Seria ótimo sempre ter alguém assim por perto”, revela a esteticista Marcela Moreira de Oliveira, 27 anos, de São Bernardo. “Estou ansiosa pela segunda parte. Espero muita ação e que o grupo se una para acabar com o reinado de Negan”, diz Marcela, que ficou “arrasada” com a morte do seu segundo personagem favorito (resolvemos não revelar quem para evitar spoiler).

Desde que foi apresentada à serie por seus alunos, há quatro anos, a professora de inglês Ana Paula de Almeida Batista, 48, de São Caetano, não consegue mais viver sem. Ela, inclusive, foi atrás de ler as HQs originais para saber mais detalhes da história. “O fator zumbi realmente fica em segundo plano, até esqueço que eles existem. Para mim, o que importa na série é como trata a questão do ser humano. Discute a que ponto as pessoas podem chegar e como podem mudar quando são obrigados a passar por situações limites. É quando mostra se vai ajudar ou vai pisar no mais fraco”.

Ana Paula ficou decepcionada com a primeira parte, que considerou “bem parada” e se chocou com morte inesperada. “Confesso que chorei horrores”. Para os capítulos que chegam hoje, a professora torce para que o grupo volte a se unir e que Rick acorde novamente para a vida. “Espero bem mais ação e torço para que o Rick volte a ser o cara com garra, que sempre pensa no grupo não importa o que aconteça, embora ele me irrite às vezes”, confessa. Preparados?




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