‘Ferrugem’ reúne contos do cotidiano

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Marcela Munhoz

 Para quem tem o dom de escrever, tudo pode inspirar. Até os problemas, chateações e histórias que fazem parte do nosso cotidiano. Aquelas que se misturam na classificação ‘tão comum’ que passam despercebidas pela maioria das pessoas. Não para um escritor. Marcelo Moutinho é daqueles que observam tudo e mais um pouco. O dia a dia das cidades é o grande tema de Ferrugem (editora Record, 160 pág., R$ 34,90), a ser lançado hoje, a partir das 19h, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho), em São Paulo.

As histórias de Ferrugem tratam da corrosão do tempo sobre as coisas e as relações. Os protagonistas dos contos são pessoas comuns, mas que passaram por situações ou que têm características tão marcantes que mereceram um dedo de prosa. “São pessoas envoltas em tramas com alta voltagem poética”, resume Alberto Mussa na orelha da obra.

Entre os contos está o de um garoto que sempre sonhou ser jogador de futebol, mas que, no fim das contas, só consegue vaga para gandula; tem também menina que relata como foi sua visita ao Maracanã pela primeira vez; casal que passa o jantar todo sem trocar uma palavra; a moça soropositiva, caixa de supermercado, que reencontra o antigo namorado; a cobradora de ônibus que dá conselhos amorosos a um passageiro, entre outros.

O AUTOR
Marcelo Moutinho nasceu no Rio de Janeiro em 1972. É autor também dos livros Na Dobra do Dia, A Palavra Ausente, Somos Todos Iguais Nesta Noite, Memória dos Barcos e do infantil A Menina que Perdeu as Cores.




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