O ABC do Taiko

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Karine Manchini <br> Especial para o Diário

 A cultura japonesa é rica e repleta de histórias milenares. O Taiko é uma de suas grandes contribuições. Usada nas guerras, a técnica com os tambores dava ritmo à marcha dos soldados e tinha também a função de demarcar território com seu som. Hoje, faz parte das grandes festas e comemorações orientais.

O Taiko é dividido em vários tipos específicos. O Kawasuji veio de Fukuoka para o Brasil em 2002. Quem quiser testemunhar um pouco desta arte pode participar amanhã, em São Caetano, de mais um Kawasuji Fest. Esta é a 12ª edição do evento, que acontece pela segunda vez na cidade (a estreia foi em 2010) e de graça. As exibições serão no Teatro Paulo Machado de Carvalho, das 9h às 17h, com horário de almoço entre 12h e 13h30. Haverá também barracas de comidas típicas japonesas no espaço do estacionamento do teatro.

O evento conta com a participação de 21 grupos de diversos lugares, como São Bernardo, São Caetano, Ribeirão Pires, Paraná, Rio de Janeiro, Atibaia, Manaus e até da Argentina. Sempre realizado em janeiro, neste ano o festival vai contar com a presença de dois professores japoneses, que vão dar workshops para ensinar novas técnicas.

O Kawasuji Fast está sendo coordenado por Nilton Miyamura, integrante do grupo Shinkyo Daiko. “Não é uma competição e, sim, encontro e integração de vários praticantes, onde há troca de experiências e apresentação de várias técnicas. Participam jovens e adultos de diversas idades e, no fim, vai ter um encerramento só com os líderes de cada grupo”, explica.

Com um som forte, os instrumentos são feitos de maneira artesanal, com pele de boi e madeira, e possuem tonalidades, sons e cores diferentes. O odaiko é mais grave, já os menores e mais agudos levam o nome de shime, e são os responsáveis por marcar o compasso das músicas. Já o nagado serve para acompanhar e o okedo, que é portátil, faz o som e a música do Taiko nascerem.

À FRENTE
Os líderes de cada grupo são indicados pelos integrantes durante o ano. Neste caso, a idade é o que menos importa. O talento vem em primeiro lugar. Aos 15 anos, Dalton Noriyuki Watanab, que toca Taiko desde os 8, começou a arte por meio dos pais, que sempre foram admiradores da técnica. Neste ano, foi escolhido como líder para representar o grupo Shinkyo Daiko, de São Caetano. “Tem que ter muita disciplina. É a primeira vez que vou participar do encerramento só dos líderes e estou muito feliz e ansioso”, conta.

>12º Festival de Kawasuji Fest – Evento musical. No Teatro Paulo Machado de Carvalho, Alameda Conde de Porto Alegre, 840, bairro Santa Maria, em São Caetano. Amanhã, das 9h às 18h. A entrada é gratuita.




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