Quis um novo secretário de Cultura? Logo eu, Robson Miguel

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Marcela Munhoz

 Meme é termo criado em 1976 por Richard Dawkins, considerado unidade de informação que se multiplica. Na internet, surgem memes todos os dias. Um dos mais recentes é o ‘logo eu’, que simboliza algo que tem ligação, que é óbvio. Seguindo o mesmo pensamento, o capixaba Robson Miguel, ribeirão-pirense de coração, violinista reconhecido mundialmente e defensor da produção artística e turística da região, logo, foi nomeado pelo prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB) novo secretário de Cultura. Pelo menos, é o que considera o músico e historiador.

“Estou feliz, porque já venho há anos fazendo e divulgando a cultura de Ribeirão Pires, do País, usando meus próprios recursos. Nenhuma das últimas administrações lembrou de mim para cargo tão honroso. Ser secretário não é um trabalho ou profissão, é vocação. Sei que o compromisso e a responsabilidade são maiores. É Pasta que estou administrando com coração e não pretendo me envolver com a política. Ações culturais acontecem, independentemente de partidos”, conta ao Diário.

Sabendo da crise brasileira e das prioridades em Saúde, Educação e Segurança, o discurso do secretário é apostar na boa vontade e usar ideias simples e baratas, valorizando a cultura local. “Meu compromisso e obrigação é resgatar nossos valores. Nada contra os grandes artistas, mas não tiraria da minha pasta R$ 500 mil para contratar um Luan Santana, por exemplo. Quando ele fizer o show e for embora, o que ganhei culturalmente na cidade? Com esse dinheiro consigo fomentar várias outras artes”, exemplifica. “O artista quer vitrine, espaço para se apresentar. Minha missão vai ser dar a chance e convidar empresários, patrocinadores e editoras para ver o que Ribeirão Pires tem a oferecer.” Sobre o Festival do Chocolate – cancelado em 2016 – ele também pretende fazer concurso para escolher os melhores artistas que, como prêmio, poderão se apresentar.

De acordo com Miguel, Kiko confiou a ele alguns departamentos prioritários, como Centro de Exposição e História, Centro Cultural, Teatro Municipal Euclides Menato, Teatro Arquimedes Ribeiro, Escola Municipal de Dança, Tenda Multicultural, Museu Ferroviário, Vila do Doce, Festival do Chocolate e a Escola de Música Maestro Alfredo Della Ricca, onde pretende montar coral e orquestra. “Nós já temos uma orquestra. A escola possui 1.300 músicos e eu preciso de 72. Eu, que sou maestro, farei um teste com os interessados”, convida o novo gestor, que deixa claro: “Ser secretário não anula minha carreira de músico”.

Robson Miguel também comentou a importância de manter a Fábrica de Sal como ponto histórico, assim como a casa de Herbert Richers. “Estamos propondo para as Lojas Cem, que compraram parte do terreno (da residência do dublador)para estacionamento, ser uma das patrocinadoras do museu. Além disso, estamos oferecendo 40 vagas para curso de dublagem em estúdio instalado em Ribeirão.”

O Turismo – incluindo a identidade gastronômica, com o pacu como destaque – é outra menina dos olhos do artista. “Turismo é história e a cidade tem muita. É impossível desassociá-lo da cultura. Pretendo fomentar guias e colocar placas com explicações de cada ponto, como na escada que leva à Igreja do Pilar e na praça central, por exemplo”, diz. Robson está, definitivamente, à vontade no cargo. “Do meu gabinete, no marco zero da cidade, tem grande relógio que informa que não temos tempo a perder. Estou na hora e lugar certos, sem burocracia ou status. O cidadão pode chegar e falar direto comigo.”




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