De portas fechadas

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Marcela Munhoz

 O Teatro Elis Regina – localizado na Avenida João Firmino, 900, no bairro Assunção, em São Bernardo – está lacrado. A decisão foi tomada pelo prefeito Orlando Morando (PSDB), por meio da Secretaria de Planejamento Urbano e Ação Regional, após vistoria e constatação de que o local não oferece itens de segurança obrigatórios para funcionar.

“O equipamento está profundamente deteriorado. Os extintores estão descarregados, as saídas de emergência, com as portas escoradas, e os funcionários afirmaram que as luzes de emergência não ligam. Além disso, não existe laudo dos Bombeiros (o AVCB, Auto de Vistoria), liberando o funcionamento.”

Também foram constatadas goteiras, descolamento do forro do teto, má conservação das poltronas, camarins e banheiros e dificuldades com a condição elétrica. “Fico imaginando uma noite de apresentação lotada e acontece um incêndio. Seria nova tragédia, como a que aconteceu com a Boate Kiss.”

Com capacidade para 324 pessoas, o Teatro Elis Regina – que recebeu quase 20 mil em 2016 – não tem data para reabrir. “Agora vamos solicitar vistoria oficial do Corpo de Bombeiros e avaliar o que precisa ser feito de forma emergencial. Estamos em momento de contenção de gastos, então se tivermos verba mínima para reabrir, o faremos. Caso contrário, ficará fechado por tempo indeterminado”, explica.

A agenda de espetáculos deste ano ainda não estava ativa. “É uma pena isso estar acontecendo com um local de tamanha importância para a cidade”, lamenta o prefeito, que deverá continuar as vistorias em outros teatros, como o Lauro Gomes, por exemplo.

Quem costuma aproveitar as apresentações no Elis Regina também lamenta, mas não se espanta com a decisão. “Já faz alguns anos a última vez em que fui lá, durante o show do Ari Toledo. Na época, já estava caindo aos pedaços”, lembra Fernando Luiz de Carvalho 32 anos, engenheiro de materiais. No ano passado. também visitou a biblioteca que fica no local. “Infelizmente também estava abandonada”. A biblioteca continua funcionando.

Por outro lado, Carvalho também guarda boas recordações do local, quando estava no pré-primário da Maria Inês Ondina. Na época, assistiu à sua primeira peça de teatro: Chapeuzinho Vermelho. “Que o teatro volte logo e que venham mais peças”, torce.




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