Lupicínio Rodrigues na voz de Arrigo Barnabé

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Marcela Munhoz

Você por exemplo jamais pensaria/Que uma fantasia em um Carnaval/Um simples prazer de uma noite de orgia/Pudesse algum dia causar tanto mal/Matar um amor que já tem tantos anos/Criar um inferno dentro do seu lar/Fazer do meu peito uma caixa de ódio/Como um coração que não quer perdoar. Este é trecho de Caixa de Ódio, de Lupicínio Rodrigues.

Tem gente que enxerga a letra como tremenda dor de cotovelo, mas tem quem vai além. Arrigo Barnabé extrai dessa e de outras obras do cantor sarcasmos, ironias e até humor. “Basta enxergar as coisas com menos caretice. Ver suas músicas de uma maneira não tão séria é minha contribuição ao artista”, conta ao Diário o anfitrião do show de sexta-feira, às 21h, no Sesc Santo André.

Caixa de Ódio – O Universo de Lupicínio Rodrigues é projeto que está na estrada há mais de seis anos. “Comecei a curtir Lupicínio quando ouvi Jamelão (LP de 1972). Então, me debrucei no legado dele e fiz minhas versões.” Entre suas favoritas estão Vingança e Loucura, que aparecem como rock performático com elementos eruditos. O cantor lembra da apresentação que mais deu nervoso. “Foi em Porto Alegre, com o filho de Lupicínio na primeira fila. Esqueci a letra da música algumas vezes e ele foi cantar comigo.”

Arrigo – compositor de Clara Crocodilo, sucesso nos anos 1980 – usa até ‘uniforme’ nas apresentações, que contam com cenário lúgubre para representar a raiva e a angústia das letras do compositor. “É um terno azul-marinho escuro, com gravata vermelha, meio retrô, meio desarrumado.” No palco, estão também os músicos Paulo Braga e Sérgio Espíndola. “Não sei o que o público vai sentir, mas eu me divirto.”

> Arrigo Barnabé – Caixa de Ódio – Música. Sexta-feira, às 21h. No Sesc Santo André, Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200. Ingressos: R$ 6, R$ 10 ou R$ 20.




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