Metallica esbanja energia em disco de inéditas

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Vinícius Castelli

 Esperar algo de uma banda que começou no início dos anos 1980, ajudou a criar um estilo sonoro, fez as rádios engolirem a música pesada nos anos 1990 com temas como Enter Sandman e Nothing Else Matters, quase se despedaçou no início dos anos 2000 por problemas internos e ressurgiu como uma fênix em 2008 com Death Magnetic pode parecer demais.

Mas o Metallica, com mais de 30 anos, ainda tem gás para queimar. James Hetfield (voz e guitarra), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (contrabaixo) acertam a mão e provam isso em seu décimo disco de estúdio, Hardwired...To Self Destruct (Universal Music, R$ 47,90, em média). O álbum coloca fim ao hiato de oito anos sem trabalho de estúdio.

Mas a espera valeu a pena. Duplo, o disco ganha vida ilustrado por 12 composições que somam quase 80 minutos. Na nova obra, repleta de energia, o quarteto da Califórnia consegue resgatar – de forma proposital ou não – receitas de discos anteriores. Impossível negar que Hardwired, single do trabalho, não remeta, em alguns trechos, ao Kill’ Em All, primeiro do grupo. Já Now That We’re Dead lembra algo do disco preto de 1991. Algumas músicas, como Confusion, para os fãs mais novos, podem ser cansativas com seus mais de seis minutos. Quem gosta da fase And Justice For All vai adorar. As críticas sociais – e outras mais –, é claro, estão presentes.

Mas não se trata de um grande catadão. Tudo, mesmo com as referências, soa atual. Here Comes Revenge tem poderoso trabalho de guitarras. Outro fato que vale ser ressaltado é que a banda sai na frente também por ter produzido um videoclipe para cada música do disco. Imperdível. O Metallica se apresenta em março, em São Paulo, no festival Lollapalooza.




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