Musical para todos os gostos

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Miriam Gimenes

Uma peça teatral, por si só, já é uma ‘aula’ de arte e tanto. Agora somar isso a dança, cenário, figurino e, principalmente, música, torna qualquer história digna do predicado espetaculosa. Funciona assim com os musicais que, a cada ano – o primeiro registrado foi Escândalos 1950 (em 1950), com direção de Vicente Paiva e Bibi Ferreira – crescem vertiginosamente no País.

Isso pode ser constatado não só pelos outdoors com as propagandas das montagens espalhados pela cidade como no levantamento feito pelo site abroadwayeaqui.com.br, que constatou que já foram montados no País 326 musicais, 30 deles só neste ano. E 2017, pelo que tudo indica, não deve ficar atrás.

A começar por Rent, musical de Jonathan Larson que revolucionou a Broadway e conta um ano na vida de oito jovens, que têm de encarar as aventuras e desventuras de seus amores, amizades, conflitos, problemas financeiros e o transparecer da sexualidade. Ele encerra a temporada do ano amanhã no Teatro Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569) e retoma as apresentações no dia 10 de janeiro. Os ingressos custam R$ 100.

No Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823), Mamonas, o Musical, que conta a história dos cinco rapazes irreverentes de Guarulhos, volta em curta temporada dos dias 11 a 25 de janeiro a preço popular: R$ 50.

E, para os pequenos, a indicação é o musical Cinderella, que estará em cartaz no Teatro Bradesco (Rua Palestra Itália, 500) nos dias 7, 8, 14 e 15 de janeiro. Com uma equipe de 50 profissionais, o público tem a sensação de estar dentro da história, por conta dos recursos tecnológicos que exalam cheiro, permitem o ilusionismo e levitação. Os ingressos dos três podem ser comprados no site www.ingressorapido.com.br.

POR VIR
Uma das grandes expectativas está por conta de Vamp, o Musical, que deve estrear em março no Rio e ainda não tem data para vir a São Paulo. A montagem levará para os palcos a história de uma das novelas de maior sucesso da Rede Globo, que foi ao ar em 1991. Já foi escalado para o papel do Conde Vladmir Polansky o ‘próprio’ Ney Latorraca e, para Natasha, Cláudia Ohana.

 

‘Wicked’ encerra temporada no Brasil com comoção no palco

VINÍCIUS CASTELLI


Foi com espaço lotado, e plateia e atores emocionados, que o musical Wicked encerrou no domingo, no Teatro Renault, a temporada 2016 no Brasil. Projeto que teve estreia em São Paulo no dia 4 de março e foi visto por mais de 300 mil pessoas, a produção veio para deixar claro, para quem ainda tinha dúvidas, que as grandes produções feitas por brasileiros não devem nada para as do Exterior.

Protagonizada pelas atrizes Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda), a obra narra a história do Mundo de Oz antes da pequena Dorothy chegar lá acompanhada pelo cãozinho Totó. Wicked desconstrói todo o universo belo e fantástico do Mágico de Oz e mostra como Elphaba, a bruxa verde que todos sempre pensaram ser má por natureza, é de fato, além de narrar como Glinda ganha a simpatia da população da Cidade das Esmeraldas sem ter poder algum.

No palco, a trupe – são mais de 30 artistas, fora a orquestra – dança, encena, emociona e canta até que a plateia perca o fôlego com tanta beleza. Isso sem contar na riqueza do cenário, com pontes, dragão, chuva e o que mais existe na Cidade das Esmeraldas.

Mais do que levar o espectador pelo universo do Grande Mágico de Oz, a obra mostra como se forma o preconceito, como status pode corromper – ou não aos que não se perdem pelo caminho – e que nem tudo é o que parece.

Ao longo da última apresentação, era perceptível a emoção dos atores, principalmente das protagonistas. O público, que sabia, em sua maioria, as falas e até os gestos dos personagens, não esperava o fim de cada ato para se levantar e bater palmas. Merecido.




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