Momento de celebração

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Vinícius Castelli

 Cores, texturas, sabores, cheiros e vivências. Tudo representado em música. Nomes que retratam o cancioneiro nordestino, Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo comemoram as duas décadas do projeto batizado O Grande Encontro. Para celebrar, eles subiram ao palco do Citibank Hall, em São Paulo, em outubro, e registraram O Grande Encontro – 20 Anos, que chega agora às lojas em CD e DVD (Sony Music, R$ 24,90 e R$ 32,90, em média). Há um pacote com DVD e CD duplo (R$ 64,90). O produto também está disponível nas plataformas de streaming Spotify, Deezer e Apple Music.

Artistas que ajudaram a construir os caminhos da música popular brasileira ainda nos anos 1970, Elba, 65 anos, Alceu, 70, e Geraldo, 71, mostram show novo em folha. Além de visitar clássicos de suas carreiras, apresentam também temas inéditos: Só Depois de Muito Amor, de Geraldo Azevedo em parceria com Abel Silva, e Ciranda da Traição, de Alceu.

“O sentimento de retomar esse projeto é especial. Achava que a gente tinha que comemorar, que celebrar essa data, esses 20 anos”, explica Elba ao Diário. Foi dela a sugestão de reencontrar os parceiros no palco e dar sequência ao Grande Encontro.

O projeto, em seu quatro volume, contou na estreia com Zé Ramalho. As segunda e terceira edições não tiveram Alceu, de volta agora, e tiveram Zé Ramalho, que não participa desta vez. Mas isso não tira em nada o brilho do resultado. “Zé Ramalho não estava fisicamente, mas sua obra está presente. E é isso o que importa. Nós o homenageamos. A ideia é celebrar”, explica Elba. Temas como Chão de Giz, Frevo Mulher e Táxi Lunar estão no repertório.

O espetáculo, que conta com os artistas cantando juntos e em separado, apresenta ainda a faixa Me Dá Um Beijo, pincelada de Quadrafônico, disco de estreia de Geraldo e Alceu, de 1972. É a primeira vez que eles a cantam juntos no palco.

Elba conta que, para ela, foi difícil escolher o repertório. “Sou intérprete. Em quatro músicas (as outras ela canta ao lado dos parceiros retratar minha história, com tanta gente, não é fácil”, explica ela, que relembra na apresentação nomes como Gonzaguinha e Jackson do Pandeiro.

Animada com o resultado da obra, Elba revela que achou tudo belo no show. “Bicho de Sete Cabeças, com Geraldo, é bonita. Tesouro do Desejo, com Alceu, também. A galera lembra de 20 anos atrás.” No total, o espetáculo soma 29 temas, sendo um medley.

Além de celebrar as duas décadas do início do projeto, é também chance de os três se reunirem no palco de novo, algo difícil por conta de suas agendas. “Sempre estivemos próximos, de alguma forma. Temos histórias passadas que não se apagam. Me encontrei mais com Geraldo, mas fiz vários shows e Carnaval com Alceu. A amizade é eterna.” Para quem não viu ao vivo, Elba avisa que os shows seguem em 2017. “A turnê está só começando”, encerra a artista.




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