Amor em tempos de crise

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Vanessa Soares Oliveira

O amor é um sentimento universal. Não escolhe raça, cor, credo, nacionalidade nem entre outros pré-requisitos. A paixão independe das convicções de cada um. Amar é espontâneo, irracional. Mundos Opostos, que chega hoje aos cinemas, retrata três histórias paralelas, todas que envolvem amor entre um grego e um estrangeiro que foram surpreendidos por este sentimento. Na região o filme pode ser visto em Santo André e São Bernardo (veja tabela de horários na página 3).
 
O longa-metragem, escrito e dirigido por Christopher Papakaliatis – que na trama vive Giorgios –, não é a melhor escolha para quem deseja grandes atuações e um roteiro exemplar. No entanto, para os menos exigentes que não dispensam um bom e velho romance água com açúcar, Mundos Opostos deve agradar. Além disso, o desfecho inesperado torna a trama interessante.
 
Ambientada na Grécia moderna, a história de cada casal é contada em um capítulo à parte, mas, no fim, todos eles estão interligados de alguma forma.
 
A trama aproveita ainda para inserir os dramas enfrentados pela população local, provocados pela crise socioeconômica vivida por eles há tantos anos.
 

Em uma Grécia assolada pela incerteza do futuro, Daphne é salva de um estupro por um imigrante ilegal sírio. O executivo Giorgios encara dia após dia a dissolução da empresa em que trabalha, ao mesmo tempo em que se envolve mais do que o esperado com uma consultora estrangeira e enfrenta grave crise em seu casamento. E, por fim, o historiador Sebastian tenta se comunicar com uma senhora que conhece no mercado, por quem acaba se apaixonando. 




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