Por trás de um grande homem...

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Miriam Gimenes<br>Do Diário do Grande ABC

A primeira vez que foi eleito presidente dos Estados Unidos, em novembro de 2008, Barack Obama teve 69.456.897 votos e 365 dos colégios eleitorais. Na segunda, em 2012, foram 65.917.257 e 332 colégios. Mas cativar cada um desses eleitores foi mais fácil do que conquistar o coração de Michelle.
Explica-se: no filme Michelle e Obama, que estreia na quinta-feira e tem direção de Richard Tanne, é mostrada toda a ‘epopeia’ dele para conseguir o primeiro beijo – de muitos – de sua amada. O longa é inspirado no primeiro encontro do casal, que aconteceu em um dia de verão agitado de 1989.
O então jovem e charmoso Obama (Parker Sawyers) é calouro da faculdade de Direito de Harvard e empregado temporário de escritório em Chicago, sob as ordens da jovem advogada Michelle Robinson (Tika Sumpter), por quem se apaixona. Vale ressaltar aqui que os atores, pouco conhecidos na sétima arte, são parecidíssimos com o casal na vida real. Depois de relutar, ela aceita o convite de Obama para participar de uma reunião em comunidade e, quando se encontram, Michelle descobre que o ‘estágiário’ está com segundas intenções.
É neste momento em que o filme mostra a que veio: Michelle justifica sua relutância em sair com ele – a quem admite ser ‘bonitão’ – por estar lutando por seu espaço profissional e, principalmente, respeito. Diz que, além de ser a única mulher a trabalhar em meio a inúmeros homens é negra e se envolver amorosamente no ambiente de trabalho iria pôr abaixo tudo o que havia conquistado até então.
Como excelente político, Obama usa toda sua sedução para convencê-la do contrário. Além da reunião, onde mostra sua preocupação com os menos favorecidos – ideal que ela também partilha –, ele a convence a ir ao cinema e eles assistem juntos ao famoso Faça a Coisa Certa, de Spike Lee, filme que marcou o cinema negro norte-americano.
Assim como ele, tempos depois, arrebatou legião de eleitores no país mais poderoso do mundo, conseguiu, em menos de 24 horas, dar uma flechada certeira no coração da moça. Tanto que casaram-se alguns anos depois desse dia e tornaram-se um dos casais mais admirados do mundo.
O longa vale não só para conhecer um pouco mais da intimidade do casal como para ver que a persistência – e o alento – rende frutos que podem durar toda a vida. Afinal, três décadas depois do primeiro beijo, Michelle mostrou que sempre foi muito maior do que qualquer tipo de preconceito.  




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