Guns ao vivo

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Marcela Munhoz

Not In This Lifetime. O nome da turnê do Guns N’ Roses não poderia ser melhor. A frase Não Nesta Vida foi dita por Axl Rose há quatro anos sobre a possibilidade de o grupo voltar a se apresentar junto. A profecia não só não se concretizou como os norte-americanos, após longos 23 anos sem a formação original, estão no Brasil, mais especificamente em São Paulo, para shows hoje e amanhã, a partir das 21h30. Há ingressos para poucos setores, que custam R$ 550 (www.ingressorapido.com.br).

O cantor Axl Rose, o guitarrista Slash e o contrabaixista Duff McKagan vão subir ao palco do Allianz Parque. A turnê chegou na terça a Porto Alegre e segue até dia 20, em Brasília, passando por Rio de Janeiro e Curitiba. O show ainda conta com o baterista Frank Ferrer, Richard Fortus na guitarra base, além de Dizzy Reed e Melissa Reese nos teclados. Steven Adler, baterista original do grupo, está fazendo algumas participações especiais. Ele esteve em Buenos Aires há alguns dias.

Na apresentação de quase três horas em Porto Alegre, o Guns tocou 22 músicas, um catadão dos 31 anos de história. O público teve a chance de cantar clássicos como Chinese Democracy, Welcome To The Jungle, Live And Let Die, Sweet Child O’ Mine, November Rain, Don’t Cry e Paradise City. Aos 54 anos, Axl Rose já vem mostrando há algum tempo que está voltando à forma. Não dá para esquecer da participação dele na turnê do AC/DC, substituindo ninguém menos do que Brian Johnson.

Quem vai abrir os shows dos caras é o pessoal da Plebe Rude. Esta não é a primeira vez que isso acontece. O Guns fez questão de convidar novamente a banda de Brasília para a nova turnê. “Uma honra”, de acordo com o vocalista Philippe Seabra. “O interessante é que o primeiro disco do Guns saiu na mesma época do nosso primeiro. Fizemos muita coisa desde então, inclusive concorrer ao Grammy. Tocar com eles será a cereja do bolo”, diz.  A Plebe está com turnê comemorativa de 30 anos, divulgando o CD R ao Contrário.

EXPECTATIVA

É por essas e outras que os fãs estão contando as horas para ver Guns N’ Roses. Sempre que é possível, a produtora cultural Daiza Oliveira, 28 anos, dá um jeito de ver os ídolos. Em 2010, esteve na apresentação do grupo na Apoteose, Rio de Janeiro. O segundo, um ano depois, no Rock in Rio. “Atrasou, caiu um temporal e isso quebrou um pouco o clima, mas quando eles tocaram Estranged, chorei mais do que a chuva. É uma das minhas músicas preferidas e eles não tocavam há tempos”, lembra.

Em 2014, Daiza viu um show coberto. “O Axl cantou um bocado.” Mas o melhor estava por vir: “Foi durante temporada em Las Vegas. Fiquei na beira do palco, sem empurra-empurra. O Axl estava sorridente e os músicos, interagindo com a plateia. Foi fantástico”. Daiza e todos os fãs do Guns têm certeza de que os shows no Brasil também serão inesquecíveis.




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