Além do turismo convencional

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Vanessa Soares Oliveira

De alguns anos para cá, conhecer um lugar ganhou forma diferente do que é classificado como turismo tradicional: fechar pacotes nas agências de viagem com guias à disposição para apresentar os pontos turísticos mais conhecidos. A ‘moda’ agora é vivenciar o lugar da mesma forma que um morador e, assim, extrair o melhor que um destino pode oferecer.

É exatamente isso que o Airbnb propõe. Diferentemente das outras formas convencionais de aluguel de imóveis para temporada (como imobiliárias, por exemplo), a plataforma é mercado comunitário que garante a troca de experiências entre viajantes e locatários. O bate-papo acaba facilitando o acesso a informações que, muito provavelmente, não seriam tão fáceis de conseguir se o turista estivesse hospedado em hotel convencional.

Além disso, é possível ao longo da estadia conhecer os ‘vizinhos’, pegar dicas de onde visitar, comer, comprar, e, desta forma, experimentar todas as peculiaridades da região. Entre outras coisas, a maior proposta do Airbnb é conseguir que o turista tenha a sensação de fazer parte do lugar que está conhecendo e não se sentir apenas um simples visitante.

O Airbnb ainda é uma opção para quem deseja disponibilizar o imóvel para locação e ganhar uma renda extra com isso. Basta fazer o cadastro e esperar os hóspedes chegarem. Mais informações estão disponíveis no airbnb.com.br.

POLÊMICA

Criado em agosto de 2008 em São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos, o Airbnd está presente em mais de 34 mil cidades e 191 países, incluindo o Brasil, onde chegou em 2012 e tem disponível 100 mil imóveis cadastrados para locação de temporadas. Nos Estados Unidos, principalmente, o setor hoteleiro tem ficado incomodado com a empresa. Em Nova York e São Francisco, por exemplo, estão começando a surgir leis para regularizar a startup.

Sair do óbvio pode valer a pena

Deixar o tradicional quase sempre gera uma certa insegurança, principalmente quando se trata de viajar para um lugar desconhecido. No entanto, arriscar pode se mostrar experiência para lá de agradável. Foi o que decidiu fazer a especialista de sistemas de informação Maria Fernanda Gruer, 34 anos, que, em 2014, decidiu conhecer Itália (Roma e Garda) junto com a família. Para esta viagem, ela optou por novo perfil de hospedagem.

“Conheci o Airbnb por meio de amigos que já tinha viajado e se hospedado desta forma. Tive receio, pois era uma casa que havia sido colocada para aluguel para temporada pela primeira vez e, por isso, não havia histórico de recomendações de outros hóspedes”, recorda. Depois da primeira experiência, Maria Fernanda, que sempre viajou em grupo de seis ou mais pessoas, incluindo crianças e idosos, não hesitou mais em planejar viagens seguindo o modelo proposto pelo Airbnb.

Depois da Itália, foi para os Estados Unidos em 2015 e Gramado, no Rio Grande do Sul, neste ano. “Todas as minhas experiências foram excelentes. Os proprietários das casas foram atenciosos e entregaram a locação tudo conforme o prometido nas fotos e negociações.”

Feliz por ter arriscado explorar novos destinos de forma diferente, ela não pensa duas vezes antes de recomendar a experiência. “Esse tipo de vivência interfere positivamente na forma de conhecer outras culturas. Você fica hospedado em outra cidade ou país e acaba vivendo a cultura das pessoas que moram por ali. É bem legal e diferente da experiência comercial de estar em um hotel”, finaliza.

 




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