Norah Jones foca no jazz em novo disco

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Vinicius Castelli

Norah Jones navegou por oceanos de diversas linguagens musicais. Artista para lá de consagrada, a cantora e compositora norte-americana faz agora mergulho nas raízes do universo de onde surgiu, o jazz.
A cantora coloca nas prateleiras seu sexto trabalho solo, Day Breaks (Universal Music, R$ 25,90, em média), que ganha vida ilustrado por 12 composições de estúdio. Com produção assinada por ela própria ao lado de Eli Wolf, e coprodução de Sarah Oda, que assina quatro temas no álbum, três com Norah, Day Breaks é elegante, poderoso.
Além de arranjos de piano, tocado no disco pela própria Norah Jones, o novo trabalho é arranjado por bateria tocada com vassourinha, contrabaixo acústico e saxofone, o que dá ar intimista – como daqueles shows em pequenos clubes de jazz – em canções como, que abre o cardápio musical da obra, Tragedy e It’s a Wonderful Time For Love. Tudo muito educado e sensual. De andamento mais rápido, Flipside dá energia ao disco, com arranjos de teclado hammond e belo trabalho de voz. Já Peace é o momento mais delicado da obra. Prato cheio para quem quer calmaria. Além das faixas autorais, Norah apresenta duas releituras. Uma delas é Fleurette Africaine, de Duke Ellington. Ela também visita o cancioneiro do roqueiro canadense Neil Young com Don’t Be Denied, mas em sua visão, nada de guitarra ácida.
Além das 12 faixas de estúdio, o álbum apresenta quatro bônus de versões ao vivo, sendo que três delas são de canções de Day Breaks: Carry On, Flipside e Peace. A outra, Don’t Know Why é clássico do álbum de estreia, Come Away With Me. 




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