‘Canção da Volta’ estreia com luz sobre o controle obsessivo

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Marcela Munhoz

 A vida não é só feita de arco-íris. Pelo contrário. O ser humano precisa sobreviver a frequentes tempestades, algumas avassaladoras. E quando se convive sob o mesmo teto com outras pessoas os trovões e raios costumam ser fortíssimos. É mais ou menos sobre isso que o diretor Gustavo Rosa de Moura fala em Canção da Volta, filme que chega hoje aos cinemas (por enquanto, em cartaz no Reserva Cultural, na Capital). A pré-estreia aconteceu na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Marina Person está no papel de Julia e João Miguel, no de Eduardo. Eles vivem longa relação, marcada por tentativa de suicídio e muito ciúme. A mãe está sempre distante, dispersa e infeliz. O pai, sempre controlador, preocupado e obsessivo. O clima pesado acaba contaminando a rotina dos filhos Lucas (Francisco Miguez) e Maria (Stella Hodge).

“Canção da Volta surgiu de uma inquietação que tenho já há muito tempo com relação a enorme complexidade que está por trás da maioria das relações amorosas, sobretudo as mais longas e intensas”, conta Gustavo Rosa de Moura. “Surgiu também de um interesse pelos momentos de crise, de tempestade emocional e pelo eterno conflito entre o desejo de controle e a total impossibilidade de realmente controlar o que quer que seja: a vida, o outro ou você mesmo. A história mistura experiências que fui observando, vivendo ou imaginando ao longo da vida.”

Marina Person – que dirigiu o filme Califórnia (2015) e é mulher do diretor Gustavo Rosa – fala sobre o processo de transição. “Tive que me despir do poder de um diretor de cinema para a função da atriz. Foi meu primeiro grande desafio, precisei me concentrar muito. Aos poucos deixei a diretora de lado e virei atriz”, conta. Canção da Volta tem produção da Mira Filmes, distribuição da Pandora e codistribuição SPCine.




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