Em novo disco, Lady Gaga aposta em receita versátil

Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar A- A A+

Compartilhe:

Vinícius Castelli

 Lady Gaga é daquelas artistas que chutam barreiras impostas por quem quer que seja. Ela é o que quiser e pronto. Versátil, conversa com artistas diversos, tanto que já se apresentou com nomes como Brian May, guitarrista do britânico Queen, com o cantor Tony Bennett, e é muito respeitada por figuras como o veterano roqueiro Alice Cooper.

Ela lança agora Joanne (Universal Music, R$ 27,90, em média), disco de inéditas e quinto de estúdio, que estreou nesta semana no topo da lista norte-americana Billboard 200, desbancando Leonard Cohen e Michael Bublé. A nova empreitada da popstar coloca fim ao hiato de três anos sem trabalho de inéditas – o anterior foi Artpop – e mostra a artista caminhando por outros universos, sem medo.

Com produção assinada por Kevin Parker (Tame Impala) e Mark Ronson, o disco, que leva o mesmo nome de uma tia da artista que morreu jovem, é ilustrado por 14 composições e traz receita diferente. Mesmo ainda presentes em canções como Dancin ‘ In Circles e no single Perfect Illusion, os temperos pop com elementos eletrônicos saem um bocado de cena e a artista aposta desta vez em receita mais orgânica, roqueira até, com pitada bluesy e com momentos country.

Limpo, o disco dá mais lugar aos instrumentos que aos efeitos eletrônicos, tanto que há harpa, percussão, cordas, bateria encorpada e contrabaixo, entre outros. Isso dá mais espaço para a voz da artista se sobressair, como na canção Come To Mama, que tem até arranjos de instrumentos de sopro. Em Diamond Hear, que abre a obra, sua voz rasgada já mostra o direcionamento do álbum. Sinner’s Pray tem pitadinha country, para quebrar preconceitos e mostrar que a arte é livre.

O disco conta com a guitarra de Josh Homme, da banda norte-americana Queens Of The Stone Age. Em Hey Girl, R&B de sutil veia feminista, Lady Gaga conta com a participação de Florence Welch, da banda Florence and the Machine. Regada por cordas de violão, a faixa que dá nome ao disco remete aos tempos de Joni Mitchell em Woodstock, nos anos 1960. Uma preciosidade.




Diário do Grande ABC. Copyright © 1991- 2017. Todos os direitos reservados