Britânico Bastille lança segundo disco

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Vinícius Castelli

 Após o sucesso do disco de estreia Bad Blood (2013) e do hit Pompei, que revelaram a banda indie britânica Bastille, o quarteto se enfia em perigosa empreitada: fazer um segundo trabalho tão bom quanto o anterior. Wild World (Universal Music, R$ 25, em média), chega ilustrado por 19 canções e forte receita sonora.

A banda, formada em 2010 por Dan Smith (voz), Kyle Simmons (teclado), Will Farquarson (guitarra e contrabaixo) e Chris Wood (bateria), acerta a mão e segue receita parecida com que fez antes. A doçura da voz de Dan apresenta faixas como Good Grief, um dos destaques do álbum e que já ganhou vídeoclipe. Mas há também, como não poderia ser diferente, momentos em que o cantor usa força e energia na harmonias vocais, como em The Currents.

Com produção assinada pelo cantor ao lado de Mark Crew, Wild World apresenta faixas grudentas e dançantes, como Glory, um dos destaques, e repletas de arranjos eletrônicos que se misturam aos orgânicos. Momento denso do trabalho fica por conta da bela An Act of Kindness. Outro grande momento é a psicodélica Two Evils, que poderia figurar tranquilamente em filme de Quentin Tarantino. Se Wild World vai superar a marca de 4 milhões de cópias vendidas, ainda é uma interrogação, mas que a banda está no caminho certo, está.




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