Mais do que um rótulo

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Marcela Munhoz

Não dá para negar que a primeira coisa que vem à cabeça quando se pensa em Ilhas Cayman é o termo paraíso. No caso, paraíso fiscal. E toda reportagem de turismo sobre o arquipélago começa insistindo nesta relação. Perdoe o clichê. É que para começar a falar do destino, nada melhor do que um chamariz. Feita a referência, é hora de ir direto ao que interessa: as maravilhas naturais e culturais que essas três ilhas oferecem aos viajantes. Apesar de ser bem menos do que Cancún, Cayman recebe, em média, 2 milhões de turistas ao ano (na ‘prima’ caribenha são 8 milhões).

Localizada a pouco mais de sete horas de voo de São Paulo (a uma hora de Miami), o arquipélago é formado pela Grand Cayman, Cayman Brac e Little Cayman. Colonizadas pelos ingleses, nas ilhas se usa a moeda Cayman dólar (KYD), sendo que R$ 1 equivale a 0,25 KYD. Uma das curiosidades mais bacanas de lá é que o local acolhe pessoas de mais de 135 nacionalidades, proporcionando rica experiência entre culturas. Esta, aliás, é uma tecla que o governo muito bate quando se vende o destino. Segundo eles, basta chegar para ser contagiado pela caymankind, a gentileza caimanesa, em tradução livre.

A dica para quem resolveu colocar as Ilhas Cayman no roteiro de viagem é curtir tudo o que o passeio tem a oferecer, incluindo a enorme variedade de mais de 200 restaurantes disponíveis no destino. A começar por onde tudo acontece: a Grand Cayman, que abriga a capital George Town. Maior das três ilhas, possui cerca de 197 km² de área com aproximadamente 35 quilômetros de comprimento e seis quilômetros de largura (é quase o dobro da ilha de Manhattan, em Nova York). Grande parte dos hotéis fica por lá, assim como as opções de compras. Quem gosta de encher a mala, pode sorrir: as Ilhas Cayman são tax free, ou seja, isentas de impostos. Reserve um dia para conhecer a badalada praia de Seven Mile Beach e a tranquila Rum Point.

Os que adoram relaxar contemplando um belo mar, vão querer correr para Cayman Brac, ou melhor, voar até lá. São cerca de 30 minutos, ou 143 quilômetros, de Grand até Brac pela Cayman Airways (passagem a cerca de R$ 400). Daquele lado fica um espaço mais selvagem, repleto de cavernas, prato cheio para os trilheiros. São 19 quilômetros de comprimento e dois quilômetros de largura, com área de 36 km². O ponto mais alto está a 46 metros acima do nível do mar. Os próprios caimaneses costumam fugir para descansar em Cayman Brac.

Já para quem não abre mão de exclusividade, e tem condições de bancar, o lugar certo é a Little Cayman, a menor das três ilhas com 16 quilômetros de extensão e pouco mais de um quilômetro e meio de largura (26 km² de área). Também precisa voar até lá. São ridículos cinco minutos no ar de Grand a Little. Os hotéis e restaurantes mais luxuosos foram estrategicamente construídos nesta área, que reserva grandes e lindas surpresas para quem resolver se aventurar mergulhando. 

GUIA DE VIAGEM

COMO IR

Há voos pela American Airlines saindo de Guarulhos com uma ou duas paradas, a maioria em Miami. O aeroporto de George Town é o Internacional Owen Roberts. 

QUANDO IR

A época de mais calor e, portanto, de mais movimento e altas tarifas é entre dezembro e maio. Se pretende fazer viagem mais tranquila, porém com possibilidade de alguns dias raros de chuva, escolha de junho a novembro. Furacões? Mais prováveis entre agosto e novembro. Reserve, ao menos, quatro noites para as Ilhas Cayman, lembrando que para conhecer a Brac e a Little tem que viajar. Fique uma noite na Brac.

DICA

Os restaurantes e baladas fecham cedo. Programe-se.

MAIS

Outras informações no site oficial www.caymanislands.ky. 

 




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