De coração aberto

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Vanessa Ratti

Por todos os lados a artista andreense Sueli de Moraes vê arte. Até dentro de casa. As paredes às quais olha todos os dias são cobertas de histórias escritas por diferentes artistas. E é assim, desde 2009, quando decidiu abrir as portas – literalmente – para o projeto Cuiabá 153. “Convidei meus amigos para expor na minha casa”, conta Sueli, que mora na Vila Alzira, em Santo André. “Tirei todos os móveis da parte de baixo e a casa ficou com cara de galeria”, completa.

E o que parecia apenas uma ajuda para os colegas, se tornou ponto de arte e vitrine para artistas. Depois deste projeto, Sueli entendeu a necessidade de promover o segmento, principalmente na região. “Foi uma experiência gostosa e mais: vi que alguém tinha que fazer alguma coisa.”

Com esse mesmo objetivo, nasceu em 2014, o Portões que Falam, baseado em Janelas que Falam, criado na França. “Como aqui as janelas não são como em países europeus, pedi para mudar o nome. Depois, fui com a cara e a coragem batendo nas portas dos meus vizinhos com o objetivo de conseguir o maior número possível para exposição.” E deu certo. No bom e velho papo, a artista conquistou não só os portões da Rua Cuiabá, onde mora, mas também nos arredores em calçada ininterrupta, com 13 casas participantes. Cada uma recebeu obra específica que combinasse tanto com a família, quanto com o portão. Já em abril deste ano, 52 casas aceitaram participar da exposição e para isso, 80 artistas trabalharam.

Na visão de Sueli, a reflexão do projeto foi positiva, já que a vizinhança participou ativamente. “Gostaria que eles tivessem a ideia de comunidade e aconteceu. Interagiram com os artistas e foi muito legal.” Para os próximos, Sueli vai dar a oportunidade para novos artistas e portões de moradores que gostariam de participar e ficaram de fora. O contato pode ser pelo e-mail cuiaba153eportoesquefalam@gmail.com.

INTERNO

Até dia 29, a mostra está em espaço fechado, no Salão de Exposições do Paço Municipal (Praça 4º Centenário), também em Santo André. Reúne trabalhos com a temática indígena e tem entrada gratuita. O público pode visitá-la de terça-feira a sábado, das 14h às 19h.  




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