Criança x propaganda

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Alessandra Nunes

Já reparou na quantidade de propagandas de alimentos que são veiculadas diariamente na televisão? Levando em conta que nossos filhos passam a maior parte do tempo assistindo à TV, estamos diante de um problema, já que, embora pareçam inofensivos, os comerciais podem trazer muitos efeitos negativos. A maioria dos produtos veiculados nos comerciais é de industrializados, ricos em açúcares, gorduras e sódio, que enchem os olhos da criançada e os pais acabam sendo convencidos a compra-los.

Não somente as propagandas veiculadas na TV são preocupantes, mas as de todas as mídias sociais. O excesso de informações oriundas da internet bombardeia as crianças e jovens com ofertas de alimentos de baixo valor nutricional e alto valor calórico. As consequências disso estão ficando cada vez mais preocupantes, já que estamos diante de uma população infantil com grande índice de obesidade, aumento do colesterol, do triglicérides e até mesmo da pressão.

Em virtude desse cenário, o governo brasileiro formulou uma proposta de regulamento técnico, que normatiza os termos das atividades publicitárias destinadas ao público infantil, o que obrigou as empresas alimentícias a divulgarem apenas informações que, de fato, são relevantes aos alimentos. Assim, frases do tipo “rico em vitamina C”, por exemplo, só podem aparecer se de fato a quantidade de vitamina C for um item que agregue um grande valor nutricional ao produto. Outras agências que regulamentam as propagandas veiculadas pela mídia também estão colaborando, proibindo a associação de brinquedos e outros apelos infantis nos comerciais e nas embalagens.

Como as crianças têm um grande poder de convencimento e as propagandas direcionadas a esse público se aproveitam da vulnerabilidade desses indivíduos em fase de desenvolvimento, cabe aos pais monitorarem as escolhas alimentares e colocar limites. Lembre-se que as vitaminas que seu filho precisa você encontra facilmente na feira e não no pacote de biscoito!




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