Na terra dos vikings

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Marcela Munhoz

Os seriemaníacos dariam tudo para encontrar os atores favoritos. O que dirá se tiver a chance de contracenar com eles? Pois um morador de São Caetano está conseguindo viver isso na pele. Elvis Suhadolnik Bonesso, 25 anos, pode até ter nome, sobrenome e cara de gringo – a barba e os cabelos compridos enganam –, porém trata-se de mais um brasileiro fazendo intercâmbio na Europa.

Formado em Produção Musical, ele foi para a Irlanda há um ano e meio. Além das atividades normais de qualquer intercambista, Elvis também conseguiu uma ‘boquinha’ na figuração da série Vikings, produzida pelo History. A trama tem como inspiração histórias envolvendo o viking Ragnar Lothbrok, um dos mais conhecidos heróis nórdicos, célebre em sua época pelas suas incursões na França e na Inglaterra.

“Já era fã e sabia desde o Brasil sobre o open casting, mas não passei nos primeiros por conta de documentos. Depois de oito meses em Dublin, fiz mais um e deu certo. Gravei participações entre janeiro e março deste ano, cheguei a ir ao set mais de 15 vezes”, resume Elvis, destacando como os colegas de elenco foram ‘gente boa’ e os cuidados da produção. “Saia um ônibus de Dublin e passava para pegar a galera até Wicklow. No primeiro dia, ganhamos o figurino. Antes de gravar, passávamos por cabelo e maquiagem, e seguíamos a orientação da direção, que pedia para andarmos, gritarmos e nos comportarmos como vikings”, revela Bonesso, que contou com a companhia do brasileiro Fredy Somavila, 27, de Bento Gonçalves.

Mas Elvis também interpretou um soldado saxão e um frânces, que ajudou a cuidar do filho de um dos personagens principais, Rollo (Clive Standen). “Nesta cena, fico mais tempo. Acho que vai ser a que mais apareço”, brinca o são-caetanense, que ainda não viu esse episódio na TV. Vikings – já renovada para a quinta temporada – está na metade da quarta, que estreia em 30 de novembro por lá.

No período de figuração, ele conviveu com os ídolos e chegou a conversar com alguns. “Conheci o Bjorn (Alexander Ludwig), mas não tive coragem de tirar foto com a Lagertha (Katheryn Winnick). Eles são tranquilos, mas a produção pede para não ficar toda hora chamando. É questão de bom-sendo.” Elvis – que no Brasil toca em duas bandas, Darkest Aember e Stone Sea – segue sua aventura em Dublin e pode dizer que viveu como um verdadeiro viking. “Foi, de longe, a melhor época da minha vida. E se você acha que foi só ‘fama’, não conhece o maravilhoso mundo da TV. O brasileiro também conseguiu guardar uma grana como ator. “Eles pagaram 90 euros por até dez horas de gravação e 13 euros por hora, caso passasse disso. Posso dizer que o cachê ajudou a ficar mais tempo por aqui”, encerra.




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