Gus Nascimento aposta em CD autoral

Envie para um(a) amigo(a) Imprimir Comentar A- A A+

Compartilhe:

Vinícius Castelli

 Gus Nascimento é daquelas pessoas que correm atrás dos sonhos. Faz acontecer. O trabalho foi duro, mas ele conseguiu. Acompanhou e cuidou de tudo, desde as primeiras notas até a prensagem do disco, como se fosse um filho. Cantor, compositor e guitarrista de São Bernardo radicado em São Caetano, o ex-Madjoker dá vida ao seu primeiro trabalho solo. A obra (Sony Music, R$ 20, em média), que leva seu nome, chega às prateleiras ilustrada por 12 canções autorais.

Resultado de um trabalho de cerca de dois anos, Gus Nascimento é calcado no hard rock, com temperos punk, refrões grudentos, tudo com muita energia e feito de forma que consiga cativar diversos públicos. Recheado de arranjos, o álbum conta também com sonoridade orgânica, diferentemente do que se faz hoje em dia, com o abuso de ferramentas digitais. Além das guitarras, ele assina também os violões e o contrabaixo da obra.

“Apesar de ser um disco muito rico em detalhes e de ter variedade de instrumentos, todos foram feitos de maneira muito natural, quando você faz algo sozinho você sabe exatamente o que quer, então era questão de sentar, ouvir as bases e deixar rolar”, diz o artista. Entre diversas melodias de guitarra, Gus Nascimento aposta em temas poéticos. “Sou um cara que escreve de forma cinza, nem preto nem branco. Abro possibilidades para várias interpretações na mesma letra”, diz.

A produção do disco, de primeira, é assinada por Thiago Bianchi (Shaman e Noturnall), conhecido de Gus de longa data. “ Quando comecei a pensar em um disco solo, eu precisava de  alguém que ouvisse as minhas ideias e respeitasse a minha  decisão de fazer grande parte do trabalho de  composição sozinho. Escolhi trabalhar com ele, pois já tínhamos intimidade, musicalmente falando.”

Segundo Gus, Bianchi foi o responsável por colocá-lo em contato com alguns dos artistas que fazem participação especial no disco, como é o caso do guitarrista Eduardo Ardanuy (Dr.Sin). A bateria do álbum ficou a cargo de Gabriel Triani (República). Os dois convidados se encontram na faixa Reconcerto, que conta também com Caco Grandino (NX Zero), no contrabaixo.




Diário do Grande ABC. Copyright © 1991- 2017. Todos os direitos reservados