Homofobia e suas vítimas

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Vanessa Soares Oliveira

 Não se passa um dia sequer sem que se veja nos jornais pelo menos uma notícia sobre vítimas de homofobia ou qualquer outro tipo de preconceito. A violência contra as minorias continua algo comum em todos os cantos do País. Fato é que falta cada indivíduo entender que é preciso respeitar as pessoas como ser humano independentemente de credo, raça, escolha política ou opção sexual. E para tocar nessa ferida a Cia. Façamos Assim traz para a ELT (Escola Livre de Teatro), em Santo André, hoje, a partir das 20h, e amanhã, às 19h, o espetáculo Requiem. A entrada é gratuita.

Fruto de um trauma pessoal do ator e dramaturgo Marcelo Oriani, ex-aluno da ELT e autor do texto teatral, a peça trata de agressões a homossexuais. “Só escrevi porque um amigo próximo morreu de homofobia”, explica o autor. No palco, dois personagens – a vítima e o algoz – retratam diversas cenas fortes de agressão, que em sua maioria foram inspiradas em histórias reais. “Quando alguém morre vítima de homofobia estão matando o João, o Rodrigo, não o gay e sim a função social de ser humano”, comenta. Além disso, ambos atores saem do personagem por diversas vezes ao longo do espetáculo para fazer a narrativa dos acontecimentos.

A perda do amigo despertou em Oriani a urgência em falar sobre a criminalização nos palcos. O intuito em juntar esses fatos reais é provocar no público misto de sentimentos que resulte em algo. “A gente quer que as pessoas saiam com raiva e chateadas mesmo. Que a chave vire. Só isso pode gerar alguma ação”, acrescenta.A direção é de Amanda Stahl. O título do espetáculo surgiu a partir do termo Réquiem – missa especial celebrada pelas igrejas cristãs em homenagem aos mortos – e também faz menção a música fúnebre. Os ingressos para a apresentação precisam ser retirados, ao menos, uma hora antes do horário do espetáculo na própria ELT.

>Requiem – Teatro – Na ELT (Escola Livre de Teatro). Praça Rui Barbosa, 12. Hoje às 20h, amanhã às 19h. Grátis.




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