Glory é a cara de Britney Spears, mas poderia ser melhor

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Marcela Munhoz<br>Do Diário do Grande ABC

 Ser Britney Spears não deve ser fácil. Se demora para fazer um novo CD, as pessoas reclamam. Se apresenta um trabalho, as pessoas também reclamam porque não atingiu as expectativas. Enfim, são os ônus e bônus de ser uma celebridade. O fato é que não se trata de exagero nem de mimimi dizer queGlory é bom, mas não digno do tão esperado retorno da loira de 34 anos. Retorno de verdade, já que ela estava há três anos sem lançar nada e seu último trabalho,Britney Jean, de 2013, foi bem fraco, apesar do destaque para Work Bitch.
Com 12 faixas e o plus de cinco músicas na categoria ‘deluxe edition tracks’, Glory segue bem a linha pop, mas pega pesado nos recursos dos sintetizadores, que camuflam a voz da artista. Quem gosta dos gemidos e gritinhos característicos da diva, por outro lado, vai ficar feliz porque isso tem de sobra. Para este trabalho, Spears contratou bom número de produtores e compositores, incluindo os nomes Julia Michaels e Justin Tranter, responsáveis por sucessos da nova geração como Justin Bieber e Selena Gomez. O objetivo, segundo a própria, era fazer algo bem “diferente” e “artístico”. O CD até tem uma pitada bem leve de hip hop e rap, mas não passa muito disso.
Das 17 canções do CD, a cantora é coautora de sete delas. As letras falam muito sobre a arte da conquista, da sedução. Bom exemplo é a saborosa Make Me..., escolhida como single e para ser reproduzida como o primeiro clipe, no qual Britney está em plena forma. What You Need e Do You Wanna Come Over? também são bem dançantes. O romantismo aparece em Man On The Moon e Change Your Mind. Enfim, apenas por receber a assinatura Britney Spears, Glory merece uma chance.




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