Tapeçaria de Burle Marx volta para casa no dia 6

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Miriam Gimenes

Foram exatos seis meses de um grande vazio. Pelo menos é essa a sensação de quem entra no Salão Nobre da Prefeitura de Santo André e não se depara com sua protagonista, a tapeçaria de Roberto Burle Marx (1909-1994), um dos mais importantes patrimônios públicos e culturais do município. Mas logo essa falta será sanada. É que no dia 6 ela volta para ‘casa’.

Avaliada em R$ 3 milhões, a peça – com 26,38 metros de comprimento e 3,27 metros de altura – está desde o dia 6 de maio exposta no Museu Judaico de Nova York (thejewishmuseum.or), em mostra que homenageia o mais importante paisagista brasileiro e que termina domingo.

A partir de então começará o processo para retornar para o Brasil. “Será feito da mesma forma que aqui. Vai ser retirada da parede dia 22, a colocarão em uma sala para descansar as fibras e embalarão novamente para a viagem”, explica a arquiteta da Prefeitura Erica Tortorelli, responsável pelas tratativas do empréstimo. Sob a supervisão da museóloga Mayra Gusman de Souza, seguirá de caminhão para Miami onde, finalmente, será despachada para o País.

A Prefeitura já está se preparando para recebê-la de volta. “Quando a tapeçaria foi retirada, percebemos que o chassi estava desnivelado. Estamos fazendo os ajustes, inclusive de seu dimensionamento, para estar pronto quando formos recolocar”, diz a arquiteta. A reforma custou R$ 15 mil.

Segundo ela, deve ser feito, até o fim do ano, o uso da contrapartida paga pelo Museu Judaico de R$ 38 mil, que custeará a troca das luminárias do saguão do Teatro Municipal. Érica também pretende entrar com a papelada junto ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) pedindo o tombamento da tapeçaria.




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