Síndrome fúngica

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Alessandra Nunes

Você já ouviu falar na síndrome fúngica? Trata-se de conjunto de diferentes sintomas decorrente da ação exercida em diversos sistemas do nosso organismo, devido à multiplicação excessiva dos fungos. Em um organismo em que o sistema imunológico está saudável, os fungos vivem pacificamente sem causar nenhum tipo de prejuízo. Porém, quando ocorre disbiose, ou seja, um desequilíbrio entre as bactérias benéficas, patogênicas e fungos, com alteração da resposta do sistema imune, há aumento da virulência desses micro-organismos, de sua capacidade de se multiplicar e causar doença no hospedeiro. E é devido a essa disbiose que pode ocorrer a síndrome.

O desequilíbrio pode acontecer por diversos fatores, como o uso de antibióticos, imunossupressores, laxantes, anti-inflamatórios não esteroidais, antiácidos, pílulas anticoncepcionais e quimioterápicos, uma vez que estes medicamentos alteram diretamente o sistema imune. Entre os sintomas, estão enxaqueca, ansiedade, sonolência, falta de saciedade, fome noturna, dificuldade em memorização e aprendizado, distúrbio de concentração, alternância entre diarreia e constipação, flatulência, dores abdominais, náuseas, vômitos, aftas, infecções urinárias recorrentes, ardência, prurido, candidíase vaginal de repetição, cólica, retenção hídrica, alteração no ciclo menstrual e síndrome pré-menstrual, diminuição da libido, prostatites, vermelhidão na virilha, escamação, urticária, acne, rosácea, transpiração excessiva, dermatite, bronquite asmática, processos alérgicos, entre outros.

Hoje em dia, a alimentação rica em produtos industrializados, com gordura, sódio e açúcar, e pobre em alimentos in natura, como frutas e hortaliças, aparece associada ao aumento da ocorrência dessa síndrome, mostrando como o hábito alimentar está diretamente li­gado à nossa saúde.

Avalie seus hábitos e diga ‘não’:

* Ao consumo excessivo de açúcar refinado, alimentos ricos em carboidratos simples como bolos, biscoitos, refrigerantes, pães brancos, chocolates, balas e álcool. Esses alimentos aumentam os níveis de glicose, que é o principal alimento para os fungos. Quando em excesso, há maior substrato para o crescimento e multiplicação destes;

* Ao consumo regular de alimentos com alto poder alergênico, com proteínas de difícil digestão, como leite e seus derivados, além dos alimentos à base de trigo;

* Ao baixo consumo de frutas, verduras e legumes, ricos em fibras. Esses alimentos geram substratos para a proliferação das bactérias benéficas presentes em nosso intestino, que são responsáveis por manter o equilíbrio dos micro-organismos;

* Ao consumo recorrente de alimentos com bolores e leveduras, que podem levar ao acúmulo desses no orga­nismo (como queijos, leites fermentados e não se pode deixar de incluir nesse grupo a cerveja);

* Ao consumo frequente de cogumelos (são fungos);

* À ingestão frequente de amendoim (contém aflatoxinas produzidas por fungos).




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