Teatro até cansar

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Vinícius Castelli

 A ‘arte’ de fazer viver a arte. Três espaços culturais de Santo André, o Gambalaia, Espaço de Artes e Convivência – junto das companhias Komos e do Nó – se unem, mais uma vez, para celebrar, viver e fomentar o teatro. É o que eles chamam de Motin (Mostra de Teatro Independente Santo André), que chega à segunda edição. No total, serão três sextas, sábados e domingos do mês de setembro com farta programação, ilustrados por 17 peças de companhias do Grande ABC, Capital, Nova Iguacú (Rio de Janeiro) e Brasília.

A programação começa na sexta-feira no Gambalaia (Rua das Monções, 1.018), a partir das 20h, com o espetáculo O Fim Está no Começo e, no Entanto, Continua-se..., da Cia. Patifaria. No sábado, o Motin apresenta João e Maria da Iriarte Cia Teatral, a partir das 15h, e a programação segue. No domingo, às 15h, o Grupo Garagem de Teatro e o Grupo Ponto de Fiandeiras trazem a peça Sementeira. Na sexta-feira seguinte, dia 9, a maratona continua para a Cia Komos (Rua João Fernandes, 18), a partir das 20h, com Coquetel de Cenas, do Teatro Delivery. No sábado, 10, o Coletivo Menelão de Teatro está entre os confirmados e apresenta Teatro de Rua – Pão e Circo.

Segundo Humberto Alex Alberto, responsável pelo Gambalaia e um dos coordenadores do evento, a ideia da mostra nasceu há cerca de quatro anos, a partir de manifestações de um coletivo teatral com necessidade de uma mostra que representasse a produção cultural da região. João Carlos Carvalho, o Joca, da Cia Komos de Teatro e também da organização do Motin, analiza que, no Grande ABC, os grupos sempre batalharam muito para conseguir montar seus espetáculos “sem nenhum apoio, e, depois de montados, era outra luta para conseguir um espaço para apresentação”, diz ele.

Daí a importância da iniciativa de os próprios artistas e produtores culturais abrirem espaço. Joca acredita que os tempos, hoje, são outros, e apesar de alguns grupos terem criados seus próprios locais alternativos para ensaios e apresentações, “as dificuldades para produção de espetáculos são as mesmas.” Nos dias 16, 17 e 18, Motin vai para a Vila Assunção, no palco da Cia do Nó (Rua Regente Feijó, 359 A) e recebe espetáculos como Centreville, do Grupo Teatral Sagacidade, e O Incrível Mundo da Lua, da Cia Antigravitacional, entre outras obras.

Além da iniciativa dos artistas, produtores culturais e dos grupos teatrais, Alex Alberto atenta-se também para algo importante: que as pessoas saiam de casa para prestigiar as obras. “A presença do público é fundamental, pois sem ele não existe a celebração, a troca, o momento mágico que é o encontro dos atores com os espectadores.” Fora as apresentações, que custarão de R$ 10 a R$ 20, a mostra oferece também algumas oficinas, todas gratuitas. A programação completa pode ser conferida na página Motinsa no Facebook.




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